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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Sim! Eu tenho coragem!

Algumas horas me embanano na ideia do que seja coragem ou covardia.
Chamaram-me covarde, por não topar a cama e o sexo...
O temporário e o... nunca mais.

E eu achei que fosse coragem estar em busca de amor!
Parece-me hoje que não é coragem amar...
Querer mais...
Oferecer o alto.

Pois vou gritar o contrário!
É coragem gritar amor, fazer amor...
Ir além de todas as apostas.

Eu tenho coragem!
Covarde é você que tem medo do que possa ser eterno.
Covarde é você que teme a rotina, mesmo sabendo que quem muda o teu dia é você e não o outro.
Covarde é você que não quer nada além do sexo.
Que tem medo de ser amado, talvez o tema até mais do que amar.

Chamaram-me covarde por não querer o raso...
Ninguém notou que eu queria o profundo.
O consistente.
Algo que durasse.
Ou até que fosse pra sempre.

Não chama-me covarde porque na tua cama não deito.
Eu deito sempre onde haja amor.
E chamo isso coragem também.
Porque quando amo fecho olhos e tapo ouvidos pro resto do mundo.

Ninguém notou que minha covardia não existia.
Porque eu tava munida de sonhos e sonhar só significa uma coisa...
Eu tenho coragem.

________________________
♫ Olho por olho  - Beth Carvalho

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Uma única linha du Bocage

Fonte de imagem: Eastern SunRise
Mil anos sem falar comigo, um amigo me procurou. Aparentemente sem intenção alguma, mas o tempo mostrou que ele precisava conversar... e só isso. Não sei ao certo o que ele queria dizer, mas ele precisava do meu silêncio e de meus ouvidos, eu os doei então. Em troca, ele me enviava palavras e compartilhamentos às vezes engraçados, outros tantos perigosos a nossas escolhas do presente.
Seria natural achar que o meu bem ele não queria, ou algo assim. Acho que o fiz perceber isso quando, cansada de fazer silêncio e apenas receber, passei a responder-lhe da mesma forma... e aí ele se afastou. Peguei pesado, foi demais.
Foi bom vê-lo se soltar, apesar dos meios não serem corretos.
Mas fiquei pensando no que havia naquelas “entrelinhas”... não nas entrelinhas do que foi dito, mas das páginas em branco. O que havia escondido em seu silêncio longo após a euforia, o que havia em todas as imagens sem sentido que me enviava... Deve haver um sentido naquilo. Deve haver algo além disso... Não pode ser apenas aquilo que me enviava o que ele tinha a me oferecer, a me dizer... Havia um desabafo de mil anos escondidos, e eu queria ouvir. Não pode ser só isso. Não consigo acreditar.
O silêncio pode significar muita coisa.
Talvez não estivéssemos prontos para o contato.
Talvez devêssemos parar de querer ser nós dois, do jeito que era.
Talvez o que nos impede de um simples abraço seja o excesso de presente que não tem como abrir mão para a interferência de um passado.
Deixa ser de saudade o passado. 
Enterra, fora do peito, toda a loucura do amor que acabou, já não existe.
Não roubemos um do outro nada além do que já foi roubado: o tempo.
Silencia em mim os sentimentos, como foram em ti silenciadas as palavras.

“Permita-me morrer o que viver não soube” 
(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

domingo, 26 de outubro de 2014

Sonhos cada vez mais distantes...

Fonte de imagem:  Girl Friend
Cansada, triste, sufocada....
São tantos sentimentos ruins queimando em meu peito que não sei nem mais como agir... Apenas chorar, chorar, chorar... E chorar não resolve nada, só dá dor de cabeça depois.
Eu tô tão cansada de ter todos os meus sonhos frustrados por causa dos outros, tão cansada de lutar e não ganhar nada no final... Dizem que devemos plantar pra depois colher, mas quais frutos? Vivo em um mundo em que a teoria conta que pessoas que estudam, se esforçam, trabalham se dão bem, mas eu até hoje só me lasquei (desculpa a expressão) com os meus esforços e meus estudos. Só levei na cara por acreditar... Talvez o mundo seja, de fato, dos espertos.
Aqui estou vendo meus sonhos serem levados por correntezas de mentiras, por canalhices, por enroladas...
Eu queria tão pouco...
E a paciência tá cada vez mais longe de mim... Por mais que eu ore essas sensações ruins não passam.
E eu ainda tenho que conviver com pessoas dizendo que eu tenho uma vida fácil e feliz... Vem viver essas facilidades felizes, vem!

domingo, 29 de junho de 2014

Por que eu o amaria?


Mil vezes ele me pergunta porque eu o amo... E eu sou apenas capaz de dizer que o amo porque amo mesmo.
Poderia dizer que eu o amo por ter o coração mais vagabundo do mundo batendo nesse peito... Poderia falar o quanto ele me faz bem e o quanto curto cada segundo de sua companhia... Poderia falar que cada segundo sem ele parece eterno e cada horinha que passamos juntos parece tão pouco...
Queria poder convencê-lo de meu amor apenas com as demonstrações gratuitas do que sinto... Mas para ele parece tão pouco.
As palavras quando escritas parecem não valer... As ações, que dizem que vale mais do que palavras, também não... Cadê a fala? Cadê tua voz, Soraya?
Por que ama hoje uma pessoa tão cricri?
Por que ama um cara tão chaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaato que só aceita as coisas se forem do seu jeito?
Por que ama?
Por que amar outra vez quem te ignora?

domingo, 9 de março de 2014

Eu queria continuar fingindo...

Fonte de imagem: Distante do mundo!
64kg
2 barras de chocolate
1 pacote de doce de leite
7 ameixas (UHUH!! Tô saudável!!!)
1 Activia (pá cumê cás granola e cagar macio)
3h passadas no supermercado.
2h na fila do caixa.
1 notícia boa no inbox do twitter.
1 alfinetada no hangout.
11 SMS enviadas pro meu ex tentando resgatar nossa amizade.
17 SMS recebidas do meu ex com conteúdo confuso...
Eu queria continuar fingindo... Queria dizer que não sinto mais nada.... 
Mas desde o reencontro, meu mundo deu voltas ao contrário...
Nos últimos meses passei por várias fases, acredito que hoje estou na pior delas... Gostei da fase safadinha... Foi tenso o período da depressão, a preocupação, a culpa pelo que eu não fiz me consumindo... Foi legal superar meus limites, sair com alguém, viajar, dar aulas, começar uma pós, sonhar com um mestrado... Foi chato a solidão, a distância de alguns amigos... Adorei conhecer um mundo novo, saber que posso viver sozinha e até planejar a compra de um apartamento só pra mim... Odeio essa fase de agora em que sinto saudade de tudo que eu consegui mudar nele... De tudo que ele era... De todas as qualidades e até dos defeitos que eu já havia aprendido a aceitar...
Não pensem que é fácil dizer hoje tudo isso... Me sinto uma idiota.
Porque todos os meus amigos já pediram pra eu parar de pensar nisso, e eu quero parar!
Porque tudo isso atrapalha minha vida...
E agora?
Que máscara usar?
Já não engano mais ninguém e os velhos conselhos que eu ouvi há 7 meses renasceram há 15 dias... Tô cansada de ouvi-los... Tô cansada de precisar ouvi-los.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ele deu sinal de vida...

Meu coração que até agora parecia morto para qualquer sentimento hoje bate por um cara chato e tão contrário a tudo que eu acredito que fica difícil entender... Sei lá.
Dizem que essas coisas a gente não deve entender, apenas viver... Só que... E se eu não quiser? E se eu não quiser seguir essa porra toda? E se eu abandonar as ideias cretinas de um coração que não repara que vai dar merda? E se eu quiser ser racional? E se eu não quiser seguir o coração burro que me lascou tantas vezes? E se eu não quiser me deixar cegar novamente por um sentimento que teoricamente é lindo e  é o que traz felicidade e blábláblá...?
E se eu quiser rejeitar toda essa baboseira pra simplesmente seguir em frente nos meus planos malignos de dominar o mundo???
Sou obrigada a amar alguém só porque a porra do meu coração quer?
Francamente!
Onde ficam as minhas vontades???
O meu desejo sincero de ser racional?
Onde fica tudo isso quando eu falo pra ele de forma tonta que o amo, sem nem mesmo saber mais o que é amor...
Será que a espontaneidade significa alguma coisa além de fraqueza?
Eu não te pedi tanto, Senhor, pra me fazer mais forte?
E sigo agora assim... Meio tonta, sem entender...
Por que uma nova paixonite se não consigo me curar das velhas?
Como posso me entregar a um sentimento novo sem a certeza de que machucarei, se eu sigo ainda assim... Meio machucada?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Onde está o amor?


Nos últimos dias se aproximaram de mim homens querendo de tudo... Mas eu não vi amor... e eu sinto falta de poder acreditar que ele exista.
Aparecem pra mim pessoas falando de sexo, mostrando suas peledezas, pedindo a minha... É tudo tão louco que fico me questionando que imagem passo hoje para essas pessoas para que ninguém fale de amor pra mim...
Sinto falta de ser tratada com respeito, sinto falta de receber palavras de carinho... Sinto falta de tanta coisa que se perdeu... Não sei se por meu jeito aberto de falar do que sinto, não sei se pela minha loucura, minhas brincadeiras...
O fato é que eu sinto falta de sentir que existe amor, carinho, respeito... Eu sinto falta dos valores que existiam em mim e que sumiram! Ao mesmo tempo que não sou respeita, sinto que hoje não me respeito também, sabe?
Passei dos limites com minhas escolhas, me arrependi e quero muito desfazer erros que já foram cometidos.
Confuso, né?
Imagina como isso tudo está na minha cabeça!
Meus valores e crenças se perderam quando me desiludi com um amor... Porque cresci acreditando que só se pode amar uma pessoa e só pra ela devemos... sei lá! Tudo se perdeu de tal forma que nem explicar o que vivo e sinto hoje sou capaz!
Me salva!
Me ensina a amar de novo!
Onde está o amor?