terça-feira, 5 de maio de 2015

Pra onde aponta o girassol?

Fonte de imagem: Os confundidos
Passei muito tempo me prometendo não amar mais ninguém... Um amor quando não dá certo destrói a gente...
Mas o tempo passou e mais uma vez cai na armadilha.
Foi o tom da sua voz que me encantou primeiro... o som parecia veludo e o tom era doce... Ouvi-lo passou a ser meu conforto. Era ele que eu procurava quando desanimava, era ele que eu procurava quando algo não dava certo, quando tinha dúvidas, quando algo me deixava feliz, quando me deixava triste, se precisava rezar.
Depois disso vieram outras coisas... Me encantei pelo olhar, me encantei pelo cheiro, pelo toque suave de suas mãos, pelo beijo e por sua pele quando encostava na minha. O toque era muito gostoso, não tem como explicar... e o contraste de nossas mãos juntas era lindo... Eu amava.
Eu jurava que jamais me apaixonaria de novo e acabei caindo numa armadilha... Lá estava eu, de olhos brilhantes e pés fora do chão... Lá estava eu desejando e pedindo seus beijos... E aos poucos as coisas mais simples foram virando brincadeira e as brincadeiras viraram amor.
É assim que se chama todo aquele desejo de estar junto apesar de todos os defeitos, né?
Vou sentir falta de tudo... De toda a atenção que me deu nesse 1 ano... Saudade das saídas, da companhia constante, da certeza de respostas e do beijo que me deixava no céu... Acho que até de rezar as ladainhas vou sentir falta... Talvez a única coisa que não me fará falta seja o comportamento que pôs fim a tudo.
Um dia ele falou que o sol se virava pra mim como um girassol virava pra ele... Mas na verdade, eu me virava pra ele como um girassol virava pro sol... E agora? Pra onde aponta o girassol?
Por que fim de relacionamento tem que ser tão sofrido?
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Quem escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas pode me chamar de Sol que eu gosto... Acho até que quando as pessoas me chamam de Soraya é um sinal claro de que estão zangadas comigo, sei lá. Só pessoas afastadas me chamam pelo nome... e chefes... e meus pais.. Tenho 30 anos (não parece, né?), muito apaixonada por tudo o que faço (BIBLIOTECONOMIA! BIBLIOTECONOMIA!)... Amante de livros e sentimentos sinceros.

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