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[Dica de Leitura] Após a tempestade - Karen White

Fonte de imagem: Skoob
Ganhei esse livro em um sorteio e não dei a ele o devido valor... Na verdade, até a página 100, achei o livro um porre, uma história sem sentido, cheia de mimimi... Mas aí o livro tomou a forma de um mistério muito envolvente.... E eu fui querendo saber o que aconteceu com a tal da Aimée.
Eu nunca li nada da autora, então já comecei a leitura cheia de receios. "E se for uma dessas meninas chatas que tiveram uma boa nota na redação e se iludiram de ser boa escritora?". Sempre penso assim quando vou ler o livro de uma autora que não conheço. Não li sinopse, nem críticas sobre o livro, comecei e fiz a leitura totalmente alheia sobre quem era a mulher por trás do livro, e, na verdade, não tive nem a curiosidade de ver a foto nela no fim do livro (eu sempre faço isso... Quando li Marley e Eu, passei o tempo todo olhando a foto de John Grogan pra aceitar que aquele cara estranho era o dono do cachorro e das palavras cativantes).
Enfim... Resumindo, o livro foi uma grande surpresa pra mim. E, com certeza, será para os amigos que o lerão. Principalmente os amigos que julgam o livro pela capa e que pensam que esse é um livro de auto-ajuda. kkkkkkkkkkkkkkkk.

SINOPSE (via Skoob)

Quando Julie tinha 12 anos, sua irmã mais nova desapareceu e nunca mais foi encontrada. Uma perda que corroeu os laços familiares e deixou sua mãe obcecada pela busca da irmã.
Já adulta e com um prestigiado emprego, Julie conhece Monica, que a faz lembrar muito de sua irmã desaparecida há 17 anos. Elas se tornam melhores amigas, uma amizade que começa como um processo de cura para Julie.
No entanto, uma fatalidade abate a amizade e Julie se vê responsável pelo filho de Monica. Ela decide levar o menino para Biloxi, Mississippi, para encontrar a família que ele não conhecera.
A partir dessa viagem, Julie descobrirá segredos que estão ligados a sua família e seu passado...

#DOEORGAOS Cartão de doador de órgãos!


Esse é meu cartão de doador de órgãos...

Muitas pessoas quando o veem perguntam como faz pra tirar.
Crianças, basta entrar no site do BOS (clique aqui) e preencher um formuláriozinho pequeno com informações básicas... Quais órgãos deseja doar, o contato familiar, se tem problemas de saúde que podem afetar os órgãos (hipertensão, diabetes), data de nascimento, endereço (pra você receber o cartão...).
É mais uma forma de mostrar a família a sua vontade!
DOE ÓRGÃOS!
SALVE VIDAS!


Ex-madrinha

Fonte de imagem: Gartic
Quando um amigo falou que alguns familiares dele eram chateados com ele por ter recusado ser padrinho de uma criança, eu me revoltei com ele. Achei que essa era uma atitude egoísta, apesar de todas as explicações que ele me deu na época.
Desde que crismei, recusei 3 convites para ser madrinha... Na crisma a gente aprende o verdadeiro significado do batismo e do que significa apadrinhar uma criança. Os convites eu recebi pelo motivo errado: porque éramos amigas, por eu ser a única católica que a pessoa conhecia, por estar desde o começo da gravidez ao lado da mãe e, o mais triste de todos os motivos, por ser besta a ponto de se permitir ser usada sem reclamar.... Sabe esses apadrinhamentos estranhos que você mal conhece a pessoa e percebe que tudo ela quer?
Alguns eu recusei na mesma hora, outros esperei que a criança nascesse e o último a ser recusado foi quase às vésperas do batismo, quando percebi que não tinha tempo pra criança.
Eu não queria ser uma madrinha de dar presente apenas, eu queria ser uma madrinha presente. De poder ir lá, poder passear com eles, brincar, ensinar as coisas da minha Igreja. Não queria aparecer uma vez na vida outra na morte e a falta de tempo e as cobranças foram me sufocando.
Quem me conhece sabe que meu único tempo livre é a noite, mas é o tempo que eu uso também pra normalizar, estudar e organizar a minha vida... além de descansar, porque sou humana.
Conversei com muitas pessoas sobre a minha agonia de não ser a madrinha que eu gostaria de ser, e todas me apoiaram na minha decisão. Embora de longe pareça egoísta, e a forma como eu disse talvez não tenha soado bem... talvez essa tenha sido a maior prova de amor que eu fiz a meus "ex-afilhados". Dei a eles a chance de terem novas e boas madrinhas... E dei ao meu coração a paz e a certeza de que não aceitei algo apenas pela conveniência.
Outro dia estava conversando com uma amiga que existe uma grande diferença entre você ser madrinha do filho de uma amiga e de alguém que já faz parte da nossa família. Porque uma criança da nossa família a gente sempre vai estar perto. Acho que esse é o correto, sabe?
Basta olhar em nossa própria casa. Minha madrinha, que é irmã de meu pai, sempre esteve por perto, acompanhando meu crescimento. Meu padrinho, que era um amigo de meu pai, me viu no batismo e no máximo 10 vezes depois dele.
Acredito que madrinha e padrinho tem que ser da família mesmo, porque antes de ter laços com os pais da criança, o padrinho precisa ter laço com a criança.
Os padrinhos dos meus filhos cresceram comigo em minha casa... não darei a ele um apadrinhamento de um laço temporário ou esporádico. Quero que eles tenham o acompanhamento de um laço eterno.
É bonitinho convidar amiguinhos pra serem madrinha/padrinho, mas vai contra o que acredito e essas experiências apenas reforçaram essas certezas em mim.
Enfim...  A vida segue.