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domingo, 9 de março de 2025

Tem coisas que a gente não devia esquecer...

 


Perdi a conta de quantas vezes fui machucada pela mesma amizade, sem nem entender o que faltava para eu colocar um limite.

Às vezes, amizade é só uma ilusão, sei lá. Um troço que a gente idealiza e fica ali, perdendo tempo, achando que o outro nos vê com o mesmo carinho e respeito... até que um mal-entendido acontece e paah – tu só quer fugir pras colinas, pra um canto mais confortável, longe das pessoas e, principalmente, dessa amizade.

Uma amizade que poderia ser eterna, se não causasse tanto desconforto.

Esse ciclo, que espero ter fechado de vez agora, já me deixou em muitas situações ruins. E, por muito tempo, parecia que eu só estava esperando que ela me mandasse embora de vez... como se o limite tivesse que vir dela, e não de mim.

"Fica aí... me maltrata quantas mil vezes você quiser, eu me refaço".

Não devia ser assim… Eu não devia ter me metido tão fundo nisso.

Era pra eu ter ido embora na primeira vez que percebi que os amigos dela riam de mim… e ela parecia achar graça.

Era pra eu ter ido embora quando ela foi falar com o cara que eu disse que gostava, flertou com ele e depois veio me contar – rindo de novo – que ele disse que eu me vestia como a empregada dele e que queria era ficar com ela... E nos dias seguintes seguiu me contando o que ele falava na troca de mensagens dele, as brincadeiras que fazia na escola, as vezes que pediu pra ela ficar com ele... Eu podia ter dado meu limite.

Era pra eu ter ido embora todas as vezes em que ela me pedia pra ficar porque não queria ficar sozinha com os caras que ela mesma chamava pra casa dela… mas depois reclamava com eles que não dava pra ficar porque eu estava lá. E eu ia ficar chateada. E eles me tratavam mal pra eu me tocar e ir embora. E ela ria... E eu ficava lá, desconfortável, mas achando que eu tava ajudando alguém, porque ela me pedia "pelo amor de Deus" pra não ir...

Se, em todas as humilhações que eu sofria, ela achava graça… por que raios eu ficava?

Amizade não é humilhação. Não é submissão. É companhia. É colo. É acolhimento.

Se ela fazia coro com as risadas, o que mais eu tava esperando pra ir embora?

Falando em acolhimento… e aquela vez em que ela me ligou pedindo ajuda pra escolher a roupa do encontro, e eu disse: ‘não dá, meu avô morreu’? E ela apareceu na minha porta, mesmo assim, só pra me mostrar a roupa do encontro. Já que eu não queria ‘me distrair’ ajudando ela a escolher...

Já passei por cada coisa nessa amizade que ninguém tem ideia... Nem nunca terá.

Foi essa pessoa que me chamou de infantil essa semana.

A mesma que recebeu dicas de ajustes como se fossem um ataque pessoal.

A que reclamou que eu não sabia tratar clientes… esquecendo que ela era minha amiga e ignorando que eu falei que a minha mãe não estava bem... Sempre enxergando apenas o lado dela. 

"Ela é assim desde criança… tu já devia saber".

Juro que recebi isso com surpresa. Foi quando revisei toda a nossa amizade… e me dei conta das reclamações que fiz ao longo dos anos – nos meus diários, aqui no blog…

Reclamações sobre não ter uma amizade que acolhia. Sobre não poder desabafar sem que, em algum momento, minhas próprias palavras se virassem contra mim... Lembrei, finalmente, por que parei de falar com ela antes do nosso último hiato de amizade: ela disse que minhas opiniões não valiam porque eu não era mãe.

E disse isso sem hesitar, sem se preocupar.

Sem nem saber o que eu sentia sobre o fato.

Ela escolheu o tom em que ia receber minha mensagem. E, claro, não foi o mesmo tom com que eu enviei.

E fiz do limite dela o meu, quando era pra ser de outra forma desde o início... Eram minhas dores o limite. Era quando ela me machucava que eu devia ir embora.

Ela me chamou de infantil. Disse que eu era uma péssima profissional. Que me pagaria por um serviço incompleto… sendo que estava completo. E além.

Eu observei aquilo como se estivesse fora do meu corpo.

Não havia nem cobrado ela (sempre envio o valor antes de entregar o trabalho – já tinha dito isso no dia anterior, quando muita gente não entendeu quem eu cobrava, uma brincadeira com um amigo meu)...

Ela falou coisas como se não me conhecesse. E, naquele momento, eu percebi que, de fato, não conhecia ela.

As escolhas de palavras eram ruins. Cruéis.

Nenhum cliente jamais me chamou de infantil. Nenhum disse que eu não sabia responder uma dúvida... Eu estava cansada, estava sem paciência...

Eu podia ter deixado passar.

Mas ela me ofendeu como nenhum amigo de verdade faria.

Basta um mal-entendido pra gente perceber que algumas mãos a gente solta antes que elas nos deem um tapa.

Só espero que dessa vez eu não esqueça... E não permita voltar quem há muito tempo já devia ter partido.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Fala com os velhos


Uma senhora daquele lugar agora volta e meia me pede para acompanhá-la na caminhada do trabalho até o Bairro de Fátima. Ela não fala comigo o dia todo no trabalho (até me xinga), mas quando dá 17h, ela vai no arquivo e pergunta se vou com ela. Só digo: claro.
A nossa relação se tornou isso. Encontro com ela às 13h30, horário que ela chega, e vou lavar a louça do almoço. Dou meu berro, que quem convive tem ideia... Ela se encolhe resmungando e sai falando mal de mim numa ligação que não existe. Acho que o telefone dela nem tá funcionando.
Às 15h, quando vou lavar a louça do lanche, ela me xinga de coisas que não consigo entender. Algo entre abestada e vagabunda, eu fico rindo, ela se zanga... Às 16h, ela aparece na minha sala para tomar café. Às 17h, ela pergunta se vou pelo Bairro de Fátima.
Não tenho carro. Moro no Angelim. Trabalho nas Cajazeiras. Respondo: "Claro...". Isso começou no dia que a vi subindo sozinha indo para casa na chuva. Sem capa. Sem sombrinha. Corri até ela e, sabendo do orgulho dela, perguntei se ela ia para o correio da Areinha.
Até falei no twitter (X) do dia que tinha aprendido a ir ao correio a pé... Ela ficou feliz em me ensinar. Porque ela tem disso. A velha é doida, gente. Ela me ameaçou bater de pau no meu primeiro dia. Com alegria, ela me levou.
Ela é doida, mas tem um coração bondoso. Ela te odeia, mas se te ver passando por qualquer aperreio, ela te ajuda. Ela ama ajudar. Ela ama resolver. Ama se sentir útil.
Segunda vez que a vi indo embora, vendo que a senhora que sempre vai com ela não estava, eu disse que ia na casa da Denise (minha amiga que só fui uma vez na casa, na época da faculdade... Só lembro que passa pela igreja) e perguntei se poderia ir com ela. Em todas essas vezes, eu subia para pegar ônibus na Alemanha, porque não tinha ideia do que passava ali. E fica muito estranho para ficar parada em qualquer ponto. É uma avenida cheia de lojas de peças de carro, todas fecham 18h.
Aí ela passou a me convidar quando a moça que vai com ela também está. E diz que sou legal. Mesmo eu passando a tarde ouvindo ela me escatitar da sala de meu amigo que fica na frente da cozinha.
Só que eu não sabia o que inventar para a moça de eu estar descendo com elas... É só legal. Eu sou andante. Uma romeira. Eu amo ver as casinhas velhas do Belira. Parece que todo dia brota uma casa nova. E tem o barbeiro que vende farinha. É uma área engraçada e movimentada. Só gosto de ver… Não tenho o que fazer.
Hoje a gente estava lá no cruzamento da Areinha. As duas velhas sentadas e eu observando o povo passando. Rindo sozinha de estar no ponto de alguém (tendeu? Tendeu?). Falando mal dos outros. Tramando lanches. Quase 30 minutos lá parada olhando o tempo.
Mas o mais interessante não foi hoje, foi ontem. Quando a que normalmente me acompanha nessas aventuras resolveu falar porque ela está tão calada. A velhice é solitária e castiga, criança. Tendo oportunidade, puxa um papo com um velho. Dá atenção.
A moça falou que queria fugir para não atrapalhar a vida de ninguém. Olha que troço forte de uma senhora de 64 anos. Eu também sou doida e não tenho filhos. Sei nem se vou estar lúcida nessa idade, já que com 38 anos a coisa é bem duvidosa. Enfim. Fala com os velhos.
P.S.: toma cuidado quando for ajudar um velho em uma rua escura e pouco movimentada... Eles podem pensar que você quer assaltar. A maioria é cardíaco.

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¹ A postagem original foi publicada no substack que eu tava usando, programei para a mesma data.




quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Precisamos conversar


Não de passagem, não por educação... De verdade!
Quando eu pergunto se tá tudo bem e falo do nada como se não tivesse há anos em outra dimensão... Eu tô dizendo que eu estou com saudade de você. E é verdade.
Quando pergunto se tá tudo bem, não estou ignorando o fato de que você casou (e eu soube por redes sociais) e teve filhos (que criança linda, perdão aí não ter curtido todas as fotos e dito que a criança é linda, mas... Rede social não é tudo e tu também não pergunta da minha família... Que eu tenho desde que nasci).
Eu sou a pessoa que vive em seu mundo (e pelo menos esse eu posso dizer que é próprio, hein? Que conquista!), mas quando pergunto se tá tudo bem, estou falando de tudo. E isso inclui todo o teu mundo. Os pais que tu já tinha, os irmãos, os amigos, os filhos que são novidade, o "congi", o cachorro (ainda tá vivo?), os gatos (eu só citei pra não ser tão excludente... fodam-se os gatos...), os teus B.O., aquela espinha que te irritou a última vez que te vi... E tuas amiguinhas lá?
Amigo, o "tudo" do "tudo bem?" é tudo... Se tu não falou dos teus filhos não foi porque eu não perguntei, foi porque tu não quis.
Não diz por aí que não me importo, que nunca perguntei... Tá lá a pergunta. Se nesses anos todos eu não fui na tua casa foi porque tu não convidou (mentira, eu sou uma vaca mentirosa... Eu não ia mesmo) e se não conheci nenhuma criança que tu pariu (ou alguém pariu por você...) a culpa não é minha. Tinha espaço nos milhares de convites que te fiz. Nas coisas que a gente sempre fez antes, cabia uma criança correndo e eu também iria atrás dela.
Tem hora que falo amigo e hora que falo amiga porque cada trecho é pra uma pessoa... Pessoa que tem amizade comigo, ou teve, ou não quer mais ter...
Quando eu perguntar pra ti se "tá tudo bem", me fala de tudo. Tudo e todos. Bora falar mal dos outros. A gente é massa.

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¹ A postagem original foi publicada no substack que eu tava usando, programei para a mesma data.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Uma única linha du Bocage

Fonte de imagem: Eastern SunRise
Mil anos sem falar comigo, um amigo me procurou. Aparentemente sem intenção alguma, mas o tempo mostrou que ele precisava conversar... e só isso. Não sei ao certo o que ele queria dizer, mas ele precisava do meu silêncio e de meus ouvidos, eu os doei então. Em troca, ele me enviava palavras e compartilhamentos às vezes engraçados, outros tantos perigosos a nossas escolhas do presente.
Seria natural achar que o meu bem ele não queria, ou algo assim. Acho que o fiz perceber isso quando, cansada de fazer silêncio e apenas receber, passei a responder-lhe da mesma forma... e aí ele se afastou. Peguei pesado, foi demais.
Foi bom vê-lo se soltar, apesar dos meios não serem corretos.
Mas fiquei pensando no que havia naquelas “entrelinhas”... não nas entrelinhas do que foi dito, mas das páginas em branco. O que havia escondido em seu silêncio longo após a euforia, o que havia em todas as imagens sem sentido que me enviava... Deve haver um sentido naquilo. Deve haver algo além disso... Não pode ser apenas aquilo que me enviava o que ele tinha a me oferecer, a me dizer... Havia um desabafo de mil anos escondidos, e eu queria ouvir. Não pode ser só isso. Não consigo acreditar.
O silêncio pode significar muita coisa.
Talvez não estivéssemos prontos para o contato.
Talvez devêssemos parar de querer ser nós dois, do jeito que era.
Talvez o que nos impede de um simples abraço seja o excesso de presente que não tem como abrir mão para a interferência de um passado.
Deixa ser de saudade o passado. 
Enterra, fora do peito, toda a loucura do amor que acabou, já não existe.
Não roubemos um do outro nada além do que já foi roubado: o tempo.
Silencia em mim os sentimentos, como foram em ti silenciadas as palavras.

“Permita-me morrer o que viver não soube” 
(Manuel Maria Barbosa du Bocage)

quinta-feira, 7 de abril de 2016

[Desabafos] Quando teus amigos acham que seu trabalho não vale nada...



Acho tão engraçado quando as pessoas me procuram pra normalizar falando de quanto somos amigos e tal... E quando falo o preço do serviço (porque é um serviço! Não é passatempo) saem chateadas por não dar um abraço falando coisas como "quiéissusamozamigos".

Posso definir amizade pra vocês, " tipos assim"?
Amizade é você procurar o outro pra conversar, é dar carinho, demonstrar respeito, é entender o outro...
Se sou a sua piada preferida, isso não é amizade.
Se você passa por mim e não dá nem um mísero "oi", isso não é amizade.
Ter você no Facebook significaria que tenho quase 4 mil amigos, mas ainda ando sozinha por aí e quase não tenho com quem conversar.... Isso não é amizade.
Eu te emprestar dinheiro tornaria o banco teu melhor amigo, então... Isso ainda não é amizade.
A gente ter trabalhado junto faz de nós colegas de trabalho... Ainda não é amizade.
As vezes que você me deixou falando só, revirou os olhos quando cheguei e as várias vezes que "botou o pé pra eu cair" ou tentou me empurrar pro fundo do poço deixou claro que não somos amigos.
E, o assunto em destaque é você se chatear por eu cobrar por meu trabalho... Isso não faz de mim mercenária, mas demonstra que você é um grande interesseiro.
Tenho amigos com mais de 20 anos que entendem o significado de "amigos, Amigos, negócios a parte". Pessoas que sabem que determinadas coisas exigem madrugadas inteiras após um dia inteiro trabalhando.
Não tenho "amigos" capazes de um sacrifício assim gratuito. E se tivesse, jamais deixaria. Eu respeito o trabalho dos meus amigos e nunca deixo de pagar por eles.
Isso é amizade.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Pensamentos soltos] Sobre amizades

Fonte de imagem: Alguém responde...
Fui aos poucos abusando das pessoas, na mesma velocidade e proporção que elas abusavam de mim...
Se fiquei chata por de repente não falar mais das velhas coisas... elas ficaram chatas por ainda falar daquilo que não me interessa mais.
Se eu irrito por ter mudado de ideia, os outros me irritam por preferir ficar parado no mesmo lugar (redundante assim).
Às vezes a gente não nota que não faz nada pela pessoa. Mas aí precisa dela e ela não dá a mão... "Nossa, olha como fulano é... se fosse eu não faria isso, faria assado...".
A verdade é que você nunca esteve com a pessoa quando ela precisou.
A verdade é que você nem percebia que ela precisava... até ela lhe virar as costas...
Somos injustos com os outros... os outros são injustos conosco...
É um ciclo vicioso que ninguém está disposto a ceder.
Muitas vezes fui injusta com os meus amigos nesse sentido... Muitas vezes eu achei que eles estavam sendo injustos comigo.
Acho que hoje meu coração está mais calmo e paciente... Eu cobro menos, não me importo tanto com quem não está do meu lado...
Perdi a conta do número de vezes que as pessoas falavam que tavam mal e eu procurava de meia em meia hora se tava melhor, se tomou algo, se tomou providências pra melhorar...
Eu perdi a conta do número de vezes que eu estive mal e fui acompanhada do silêncio... Palavras e perguntas nunca curaram... mas algumas vezes eu senti falta das perguntas e aí reclamava... O resultado da reclamação era nenhum... Aí voltei pros meus silêncios.
A gente não tem porque forçar os outros a serem amigáveis conosco.
A gente não tem porque insistir em uma amizade que a gente sabe que não existe.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Happy Da Hora!

Fonte de imagem: Selfies de Raquel Da Hora
Eu queria poder dizer que eu conheço Raquel desde quando ela era pequenininha, mas isso não é possível, porque, desde a primeira vez que a vi no colégio, eu sempre tive que falar com ela olhando pra cima.
Então, me limito a dizer que eu conheço Raquel de tempos antigos... Do tempo da franjinha torta, do tempo em que o "pão cheio" e a Geneve eram merenda na escola.
Mas Raquel não é grande apenas na altura, ela é moça de coração gigante, humor fantástico (nunca vi isso zangada) e com um efeito especial... Por onde ela anda, Deus joga purpurina, só pode! Só isso explica tanto brilho!
rsrsrsrs
Prezada Raquel Gonçalves da Hora, 
que o dia de hoje seja abençoado como tantos outros de sua vida serão... Repara que tu tá ficando velha e tá na hora de parar de brincar de boneca... Brincadeira!
Que o Pai Eterno te abençoe, te dê muita saúde, que você cresça cada vez... Ou melhor, não cresce! kkkkkkkkkkkkkkk Muito sucesso, muita luz, muito amor!
Continua sendo esse ser especial que ilumina minha TL com palavras lindas, motivadoras e um tempero especial de comédia!
Espero que sua internet permita que você leia essa mensagem... Não vá a Pedrinhas só pra ler seus recados.
Abraço!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Happy, Kácia!

Existe um anjo no meu whatsapp... 
Acho que todo mundo tem um, mas o meu é tão pequenininho e com um coração tão grande que eu arrisco dizer que fui privilegiada com um tipo único. Talvez todos tenham pensado no seu anjo, mas eu arrisco dizer, não existe no mundo um anjo tão completo como o meu.
Teu anjo não é bonzinho quando tem que ser... E maldoso pra caramba quando precisa! Bom, assim é o meu...
Anjos nascem, surgem de onde menos esperamos..... E assim Kácia Morais apareceu na minha vida...
Sempre com aquela vozinha doce, jeitinho de criança que engana muitos, mas devo dizer... ISSO É UMA PIMENTA!
Agradeço a Deus diariamente por ter posto um ser tão especial em minha vida. É sempre bom chegar no fim de um dia e ver uma mensagem dela, a partilha de palavras de motivação e força.
Gata, que o Pai Eterno te cubra de bençãos, amor, paz, saúde... 
Te amoooooooooo
Feliz Aniversário.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Soneto besta pra Sol (Thó Rocha)

Fonte de imagem: Fotosface

Hoje recebi esse pequeno soneto-oração do meu amigo quase imaginário Thomaz Rocha.
Achei tão fofim que pedi pra publicar aqui...
Own....
Soneto besta pra Sol

À distância e às vezes calado
Te recordo e então rezo baixinho
Por teu bem e por te ter carinho
Que a alegria siga a seu lado

Que o amor que tens verdadeiro
Sempre lembre que também te ama
E que à noite ao deitar-te na cama
Tranquila repouse em teu travesseiro

Certa de que nasceu pra seu Moço
E que pra ele brilharás como o sol
Alma e corpo, juntos se amando

Eterno porto, eterno farol
Repouso um do outro, enlaçando
Ele e ela sob um só lençol
Obrigada, Thó, por ser uma amizade pra quase toda hora (menos sextas, sábados e domingos).
Obrigada por me ouvir, tentar me entender, puxar minha orelha e ser nojento como só você sabe!
Te amo muito! <3

_____________________________
♫ Dream on - Glee
*Publicado originalmente em 16 de julho de 2013.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Happy, Lannda!


Tem uma frase que foi muito dita em 2013 e que eu queria usar aqui trocando o sujeito "Existe uma Lannda Mafra antes e depois da viagem pra Fortaleza". Conheci Thayland em 2007, mas eu só pude conhecer ela de verdade quando a gente dormiu juntas em 2013 (sim, estou ignorando aquele EREBD de 2011 e o peido que eu dei quando ela entrou no quarto depois de uma festa)... Acho que 2013 marcou porque eu tava em um momento muito frágil e sempre que eu tava no cantinho, a Lannda me puxava, batia palmas, botava a mão na cintura (como a traveco linda que ela é) e mandava eu acordar pra vida.
A Lannda não é perfeita.... É fofoqueira demais, é venenosa, mas é uma grande amiga... E hoje ela completa mais um aninho de vida e... bom, cá estou eu, de novo sem uma Carmem Steffens pra dar de presente, mas com os meus desejos e palavras sinceras...
Lannda, que esse ano que se inicia hoje pra ti (astrologia, pensa como uma virginiana), Deus possa te abençoar com a maior vitória que uma Bibliotecária deseja.... Em Fortaleza não conseguimos nada além de fortalecer (Fortaleza fortaleceu) a nossa amizade, mas Deus tem um propósito maior para todas nós... E vamos aguardar seu chamado (e ser chamada).
Gata, que o Pai Eterno te abençoe, proteja... Que Ele te dê muitos aninhos de vida, muitas alegrias!
Agora, Guerreia, guerreia, guerreia que é vitória!
Te amo muito!Tem uma frase que foi muito dita em 2013 e que eu queria usar aqui trocando o sujeito "Existe uma Lannda Mafra antes e depois da viagem pra Fortaleza". Conheci Thayland em 2007, mas eu só pude conhecer ela de verdade quando a gente dormiu juntas em 2013 (sim, estou ignorando aquele EREBD de 2011 e o peido que eu dei quando ela entrou no quarto depois de uma festa)... Acho que 2013 marcou porque eu tava em um momento muito frágil e sempre que eu tava no cantinho, a Lannda me puxava, batia palmas, botava a mão na cintura (como a traveco linda que ela é) e mandava eu acordar pra vida.A Lannda não é perfeita.... É fofoqueira demais, é venenosa, mas é uma grande amiga... E hoje ela completa mais um aninho de vida e... bom, cá estou eu, de novo sem uma Carmem Steffens pra dar de presente, mas com os meus desejos e palavras sinceras...
Lannda, que esse ano que se inicia hoje pra ti (astrologia, pensa como uma virginiana), Deus possa te abençoar com a maior vitória que uma Bibliotecária deseja.... Em Fortaleza não conseguimos nada além de fortalecer (Fortaleza fortaleceu) a nossa amizade, mas Deus tem um propósito maior para todas nós... E vamos aguardar seu chamado (e ser chamada).
Gata, que o Pai Eterno te abençoe, proteja... Que Ele te dê muitos aninhos de vida, muitas alegrias!
Agora, Guerreia, guerreia, guerreia que é vitória!
Te amo muito!

sábado, 13 de setembro de 2014

Happy Jayna

Procurei no fundo de minha alma qualquer palavra de conforto que pudesse aparecer por você ser tão minha cara no Ensino Médio... rsrsrsr
Conheci Irajayna Lage Lobão através do professor de matemática que vivia perguntando se eu era sua fã... Na verdade, ele afirmava com tanta certeza que eu assistia sua aula na turma 300 e 301 que eu tive que saber quem era o ser por trás da suspeita... Foi ele quem disse primeiro que éramos irmãs gêmeas, foi ele também que perguntou se eu era Ruth ou Raquel. E foi ele que determinou que eu era "Irmã Ruth". Ou seja, Jayna, desde aquela época já era minha irmã gêmea má.
A menina BV, Nerd, Roqueira que estudava na turma ao lado e que dizia que faria um curso de nome estranho chamado Biblioteconomia... Foi ela quem me inspirou a entrar nessa... Hum-rum... "roubada"?
rsrsrsrsrsrsr
Jayna, aliás, sempre me inspirou, me inspira e inspirará! Por causa dela que eu continuo o blog, ela é a única que lê e comenta aquela merda!
Enfim... Jayna, minha irmã que mamãe não me deu... E que se atrasou um pouco pra nascer... Eu peço diariamente que Deus continue guiando teus passos, continue te iluminando (mas tu é atéia, né? ELE VAI TE ILUMINAR, ABENÇOAR E GUIAR AINDA ASSIM!). Não vou dizer que eu quero que você continue sendo essa mulher invocada que tu é, porque eu desejo que você melhore cada vez mais, eu desejo o teu crescimento, teus sonhos realizados, harmonia em teu lar... Pense em algo bom e tenha certeza que eu te desejo isso.
Gatíssima, tu é uma mulher guerreira, forte e linda...
Que Deus nos proporcione um pouco de riqueza pra gente se vê logo porque eu estou morrendo de saudade.
Te amo! (Finge que chorou... eu me esforcei pra te fazer chorar um pouquinho... Vou apelar!)

Jayna, espero que você venha logo ao Maranhão pra você me pagar um Sousa.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Feliz aniversário, Cumádi


Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial... 
Não há muito o que ser falado, já que não tem nem 1 ano que a gente se conhece, maaaaaaaaaaaaas...
Gata, que boa a escolha de Deus quando te colocou em minha vida. Você é um exemplo admirável de mulher... Uma mulher guerreira, que luta por seus sonhos, faz o bem, se preocupa com o próximo... Luta contra as correntes pra poder alcançar seus objetivos e não para nunca... E o melhor: você sabe que não precisa passar por cima de ninguém e nem mentir pra poder conquistar o que é seu.
Deus nunca te esqueceu, gatona, Ele te abençoou da mais linda forma por um propósito... E será saboroso o sabor da vitória, você vai ver!
Que o Pai do Céu continue te abençoando, protegendo e guiando.
Te amo muito!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Happy Zanna!


Procurei uma foto que descrevesse bem o que é nossa amizade... São quantos anos? 12 anos!
12 anos que ganhei uma mãezinha que sempre cuidou de mim com muito carinho e continuou fazendo isso apesar dos km que nos separam... Várias vezes olhei as promoções da Gol pra poder dar uma chegada em São Paulo só pra te ter um pouco mais perto, pra te dar um abraço ao invés de enviar a carta de sempre (que eu ainda não escrevi, mas me aguarde, gata).
Amizades enfraquecem com a distância e o tempo, mas me sinto cada vez mais próxima de ti, é engraçado... Foi uma das pessoas que mais me ouviram e me deram força quando "cai em trevas" e esteve tão disposta a me ajudar que, mesmo nas madrugadas, tava ali me dando conselhos e dicas de como ser forte pra vida e pras peças que ela nos prega.
Queria tanto que você estivesse mais perto, Zana... Queria que tua casa fosse aqui no vizinho pra tu poder provar das delícias que eu não sei fazer... ainda! Queria te contar tudo o que eu tenho vivido, você riria muito, tenho certeza... E... Bom, cuida, viu?
Meu coração tava cheio de coisinhas pra te dizer, pois te devo o sorriso e a fé que tenho hoje (ainda sou católica, não te anima).
rsrsrsrs
Amiga, que o Pai Eterno cubra sua vida de bençãos, paz, amor, saúde, proteção e tudo de bom que tu puder imaginar... Sim, eu também imaginei A fantástica Fábrica de Chocolate!
Feliz aniversário e... VEM PRA CÁ! Tô com saudade!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

[Pronto, sai de casa!] Subway com Ruan...

Quase eternizando nosso amor num beijo.
Ontem fui ao shopping novo com o Ruan.
Cara, shopping distante é uma das maiores bençãos já inventadas!
Nada mais lindo do que passear num shopping vazio... Escolher onde sentar sem esperar alguém se levantar e poder conversar a vontade.
Achei o sutiã que procurava faz tempo... Achei a forma que procurava faz tempo... E quase achei um marido no tinder.
Brincadeira!
(mas eu procurei mesmo).








domingo, 20 de julho de 2014

Cor-cor-Cordeirô!


Geralmente, quando é aniversário de um amigo, escolho uma foto em que estamos juntos e escrevo um pequeno texto sobre nossa amizade... busquei em todos os meus arquivos uma foto em que eu e o Guii aparecêssemos juntos e encontrei apenas essa.
Há uma explicação: eu liguei pra ele e disse que precisava de alguém pra conversar e ele disse que era pra eu encontrá-lo que a gente caminharia um pouco, conversaria e tomaria sorvete. Eu, inocente, achei que caminhar fosse passear e cheguei lá de vestido, toda arrumadinha... enfim.
Voltemos para a "homenagem"...
Acredito que não havia dia melhor para o meu melhor amigo nascer... Assim como não haveria nome melhor para ele... "Guilherme", descrito em dicionários como confidente, amigo, companheiro, protetor...
Temos uma amizade que já dura 14 anos e carrega consigo boas e más lembranças... mas ele tem o dom de me fazer apagar as más, esquecer o que há de negativo e avançar... sempre.
Nossa amizade já passou por tudo... as situações mais risíveis e até as mais tristes. Nunca esquecerei todas as vezes em que você foi meu ombro, minha panaceia... nunca vou esquecer das inúmeras vezes que te busquei, meio desequilibrada, e voltei sorrindo... porque tu tem um dom incrível de me fazer esquecer os problemas, as dores...
Também não esquecerei todos os meus trabalhos de inglês que você fez! Kkkkk
Não foi a toa que passamos 6 anos afastados e conseguimos resgatar tão fácil aquela amizade que existia entre o menino que lia a barsa e a menina que rasgava revistas na biblioteca... cúmplices matando aula de religião e educação física!
Não é a toa que nossa amizade resistiu ao tempo, ciumeiras de respectivos, falta de tempo...
Enfim..
É uma honra ser tua amiga. E peço diariamente que o Pai do Céu não permita que o tempo/a falta de tempo nos afaste.
Feliz dia do amigo.
Feliz aniversário.
Amo você, Cor-cor-cordeirô!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Apenas amigos...

Imagem recebida no Whatsapp
Acho que pior do que ouvir da pessoa que ela não quer tentar nada com você, com certeza, ouvir ela repetir pra todos que perguntam: "somos apenas amigos".
Daí passa um filme na sua cabeça, todos os beijos dados, todo o carinho, todas as ações loucas pra estar junto só por um momentinho, "só pra te ver"... E você não consegue entender, claro.
Eu não entendo... As pessoas me perguntam o que acontece entre a gente e eu sou incapaz de dar a mesma resposta, porque todos veem que eu desejo muito "algo a mais". Todos percebem, no brilho de meus olhos quando seu nome é citado, que essa é uma escolha apenas sua e que eu sonhei com bem mais.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Amando...

Esqueci de pegar a fonte da imagem.
Quem me conhece a muito tempo sabe que eu sou terrível quando estou apaixonada... E de repente me vi amando esse cara que é lindo, educado, carinhoso e que transforma meu dia ruim na melhor coisa do mundo... É incrível.
Hoje aconteceram coisas terríveis e só o fato de que eu o tinha ali tão perto já foi um conforto tão grande...
Receber a atenção dele em um detalhe simples como um bilhete (que infelizmente eu perdi) pedindo para acompanhá-lo em uma sessão de cinema... Não sei, cara...
Nunca pensei que eu fosse amar alguém assim de novo.
E ele me aparece, tão perfeito e pontual.
Tão preocupado com detalhes como o fato de que eu chegue bem em casa ou esteja feliz, e não chore, não sofra... Preocupações até exageradas, que o tiram um pouco de mim... Mas eu o amo. Na loucura e na falta de explicações que só o amor proporciona.

domingo, 18 de maio de 2014

Eu e meus pretextos...

Fonte de imagem: Apenas mais uma garota apaixonada
Sou do tipo que quando gosta de uma companhia, inventa razões toscas pra ver a pessoa... Mas inventa tantas razões e não fala só "eu quero ver/falar com você", que a pessoa se enche achando que só quero vê-la por PRECISAR.
Preciso dessa pessoa apenas o resto é pretexto.
Voltar pra casa sozinha, eu volto todo dia... E vou pro ponto final, o que pra muitos é loucura, mas eu gosto de ver as estrelas pelo caminho, e gosto do cheiro da terra molhada na chuva... E daí se meu prédio é o da primeira parada? EU quero ir pra última!
Dúvidas bestas... Eu tenho o google e sou bibliotecária, cê sabe... Eu tenho como pesquisar... E sou ótima nisso!
Faz muito tempo que aprendi a ser sozinha e resolver meus problemas sem alugar ninguém... Mas, de repente, qualquer coisa que se diga é tão idiota.
Daí surgiram os pretextos... que são só isso... Desculpas inventadas pra puxar assunto, pra ter alguém por perto... Mas corro o risco de interpretações erradas... Talvez por isso, quando eu falo só "oi", o tom do outro seja de "qual o golpe".
Por isso desisti.
Chega de pretextos.
Acabaram as tentativas.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Carência de...

Créditos na imagem.
Quando a gente fala que tá carente... As pessoas associam logo isso com falta de beijos e de sexo.
Carência é falta de carinho, de atenção, de companhia...
Há pessoas que com um simples olhar já supre toda a nossa necessidade de ter alguém por perto, simplesmente.
Ontem fui ao supermercado e tava pensando nisso... Uma atividade que antes eu fazia sempre acompanhada e rindo, mas que hoje eu faço com o mesmo prazer, ainda que não seja mais tão legal passar pelo setor de panelas, cama, mesa e banho e pensar que aquela garrafa de café ou aquela colcha de cama seriam perfeitas em NOSSA casa.
Não sinto falta de sexo, não sinto falta de beijo... Isso eu encontro em qualquer esquina... O que mais tem por aí é homem vazio a fim de lhe emprestar o corpo nu por algumas horas.... E de graça, viu, Riba! <piada interna>
Agora, onde estão os homens pra nos ouvir? Cadê aqueles caras que seguram nossa mão na caminhada, que nos abraçam nos momentos (e não lugares) mais escuros, que ouvem, dão conselhos, querem o teu bem a ponto de abdicar de festas, chopinhos, futebol e outras coisas porque você precisa de uma força ou um pouquinho de companhia...
Onde se escondem os caras que te encontram sem compromisso, mas com sonhos e desejos tão parecidos com os teus que impossível não crer que exista entre vocês um compromisso.
Não quero um namorado... Esse rótulo não é garantia de nada... Aprendi.
Quero um companheiro pra fazer coisas grandes e pequenas... Estudar junto para concursos, assistir TV no chão da sala num domingo...
Carência é sentir falta de coisas idiotas, talvez.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Sobreaquele dia... - em que me declarei pro meu melhor amigo...

Fonte de imagem: Dia de brilho
"O Aécyo falou que não reconhece a amiga dele. Esta está super romântica e chata.
O Duriaux disse que eu fui "tonta" em me declarar em uma "carroça" (ônibus).
A Mônica acha que eu devo esquecer meu passado e o que sobrou dele.
O Nietzsche disse que eu devo tornar a ser o que eu era, o que sou.
O tio Will (Shakespeare) disse que eu devo acabar com o último grão de dúvida que existe em mim.
O tio Raul (Seixas) disse que ele é que não fica sentado em seu apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar.
O tio Vinícius (de Moraes) ainda repete aquela coisa de "de repente, não mais que de repente"...
O tio Bocage... Ah! O tio Bocage... Ele diz uma coisa muito bacana: "Deus, ó Deus!... Quando à morte a luz me roube/ ganhe um momento o que perderam anos/ saiba morrer o que viver não soube."
Me sinto uma burra, idiota... Queria voltar atrás e escolher ficar calada! Queria sumir!
Agora eu sei o estrago que fiz!
Agora eu sinto que a minha alegria se foi... Talvez a amizade tenha acabado!
É verdade, para viver de sonhos é necessário abrir uma padaria....".

>>[Sol No Lenta]<<
Em: 17 abr. 2008.