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domingo, 26 de julho de 2015

Meu amor, minha avó, minha irmã, minha bebê...

 

Já apaguei e escrevi essa postagem tantas vezes desde o dia 15/07... Dia em que ela se foi.
Sempre tive facilidade pra escrever homenagens para amigos, para meus cachorros, para meus irmãos, para os meus pais... Mas o coração aqui ficou dividido... Eu queria homenagear a vó de alguma forma, mas tinha medo de chorar.
Não quero falar dela de um modo triste, porque ela sempre foi pra mim a certeza de um sorriso. Às vezes escandaloso, às vezes falho, engasgado, choroso... mas sempre um sorriso.
Ela me ensinou a ser forte, mas chorava só de ver alguém chorar, então não chorarei. Porque ela também sorria só de ver alguém sorrir... Lembrarei apenas o que vivemos de bom. As noites que conversávamos até ela dormir, as histórias da infância dela que ela resgatava de um jeitão tão engraçado e tão dela... O jeito que ela me apertava cada vez que quase sem ar eu falava: "aperta, vó!", o tom medroso que ela usava pra pedir "SOSÓ, VEM DORMIR MAIS EU", as provocações na hora do banho, o jeitinho que ela ficava emburrada quando eu penteava o cabelo dela do jeito errado (porque nunca ficava bom se ela não pegasse o pente, jogasse pra frente e apertasse de um jeito que só os dedinhos dela faziam ficar bom)... Lembrarei dela sempre que olhar uma velhinha invocada de cabelo encarnado (vermelho), sempre que olhar um buda sentadinho ou que olhar uma rosa vermelha, bem grande, do jeito que ela sempre quis ter...
E quando a saudade bater, eu vou olhar nossas fotos, lembrar de nossos abraços e todas as vezes que eu pude gritar "TE AMO, VÓ!" e pude ouvir a resposta... Porque foi a última coisa que ela ouviu de mim e que eu ouvi dela... 
O que nos fortalece é a certeza de que agora ela está sob os cuidados de um Deus que é amor e paz. E que o "adeus" não existe...


quinta-feira, 24 de julho de 2014

[Reblogando] O príncipe Desencantado

Fonte de imagem: I must be dreaming.......
Ele veio devagar em seu cavalo negro de nome Falcão. Caminhava por uma longa trilha cortando caminho com sua espada. Sempre cheio de bons modos, fazia questão de dizer que era “politicamente correto”.
Procurava pela Princesinha Sem Pescoço, como um leão procuraria sua caça. E, ao encontrá-la, fingia não reconhecê-la. Para isso soube dar explicações convincentes, pois, como uma pessoa “politicamente correta”, não sabia mentir.
Assim, o príncipe foi aos poucos se tornando sapo. Usou de palavras difíceis para justificar seu distanciamento. Procurou as formas mais educadas, mas ainda assim ridículas, para desviar seus caminhos dos da Princesinha Sem Pescoço.
Tornou-se um gentil mentiroso.
No fim, ele sumiu!

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* Postado originalmente em 16 fev. 2009.

domingo, 1 de junho de 2014

... e... Pra sempre?

Fonte de imagem: The way you make me feel A place to go, to create your own story.
E se o "Pra sempre" fosse agora e o depois o impossível, o improvável ou o fim?
Se na caminhada levássemos a vida tão a sério que no fim nos restasse dizer apenas "não vivi", "perdi meu tempo", "acabou"...
Histórias de amor começam e terminam todos os dias, mas cabe apenas a nós fazer durar o "pra sempre" de agora... 
E uma história com um fim tão curto, ou que completa é quase inexistente, foi a inspiração para meus piores poemas (sem rimas, carregados de sentimentos, sem voz, ofegantes, mortos, zumbis)... Mas cabe a um coração carregado daquilo que hoje sinto para dizer que são as palavras mais lindas e simples... Alguém um dia dirá que são essas palavras a maior tradução de sua alma e de seus próprios sentimentos...
Irei eu, então, olhar pra trás um dia e cuspirei em cada banalidade dita sobre o amor que um dia eu vivi e que foi curto... Violentamente abortado...
Eu engravidei de sonhos maravilhosos... E nele tudo eram sorrisos e flores, e nele cantávamos juntos ignorando o fato idiota de que nunca soubemos cantar... Nunca fomos afinados... Apenas amávamos e o amor cria ilusões malucas... Como essa criei agora de que pudesse ser pra sempre um amor tão improvável... Como se pudessem ficar juntos duas almas tão diferentes, mas que parecia até ontem tão dispostas a amar, como se fosse pra sempre, como se fosse possível.
E estou hoje carregada desse "pra sempre" que amanhã virará passado... E como foi doce vivê-lo! Como foi bom que nos permitimos tão pouco, que virou muito... porque nos amamos no breve tempo que durou o amor, antes do "pra sempre" acabar.
Lembra que bonita a poesia que havia num simples "tumtum" de nossos corações?
Lembra que era real o desejo dos dois?
Lembra que era "pra sempre" antes de ter um fim... Como tantas outras histórias que vivemos antes, não tivemos medo de dar espaço pra mais essa... E mais outra agora, e depois, e amanhã e... pra sempre....
Como tantos outros que inventamos, e quebramos a cara por inventar!
Te amo pra sempre, antes que o dia acabe e o amor chegue ao fim.
Hoje, no futuro do ontem e no passado do amanhã.

Editado em: 3 jun. 2014.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A vilã da própria história

Fonte de imagem: Gente.Ig
"Algumas coisas me fazem pensar que sou a verdadeira vilã da minha própria história. São vários os motivos e irei listá-los.
Vamos ao primeiro: eu sempre impedi que o "mocinho" fosse feliz com a "mocinha" (essa sou eu, acredite). Sempre convenci o mocinho de que o que a mocinha sentia era apenas coisa da sua cabeça e não do coração dela.
O segundo motivo é que eu sempre vejo com péssimos olhos os hábito e comentários das minhas amigas. E estou sempre levantando a bandeira de que ser amiga de homem é menos complicado.
O terceiro motivo sempre faço a mocinha sofrer com torturas psicológicas. Sempre convenço a coitada de que ela é pior do que todo mundo.
O quarto motivo é que sempre estou tomando decisões precipitadas, falando mal daqueles coitados que me aguentam. Sou falsa, sou volúvel, sou uma pessoa totalmente podre.
O pior de tudo, o quinto motivo talvez, é que tenho uma noção exata dos meus erros, sei os meus pontos fracos e não movo uma palha pra mudar.
Já é tempo de criar juízo!
Não tenho mais a idade para chorar feito bebê de colo...".

>>[Sol No Lenta]<<
Em: 8 fev. 2008.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

[Reblogando] A breve história romântica com um ex-clone do meu ex

Fonte de imagem: HDW
Tudo começou quando eu vim trabalhar na biblioteca setorial do prédio CCSA (UEMA). No prédio funcionam os cursos de direito, administração, ciências sociais e o CFO. 
Até aí, normal... Eu, uma estagiária com pouco experiência em Biblioteca e atendimento ao público, estou aqui uma bela manhã quando Ele entrou pela porta... Na verdade, nem notei, mas quando ele tava consultando o acervo, o espanto! No facebook escrevi: “Gente, o clone do meu ex tá aqui”. 
Existem 2 clones do meu ex, um é clone pela postura, o outro é porque parece com ele de óculos. O Clone 1, é o que parece com ele de óculos... Enfim... 
Muitos detalhes... Entre esses detalhes, eu preciso contar que nunca fui a fim do meu ex, porque todo mundo acha isso por achar que quando eu falo de ex, eu falo só de um cara com quem eu fiquei antes do meu namorado atual... Embora, esse clone seja clone desse garoto mesmo! kkkkkkkkkkkkk (Sem a piada da coisa mal resolvida, ok?).
Enfim, enfim... Ontem ele entrou por aquela porta de um jeito diferente... Acho que ele até brilhava, cara! =O
Ele pediu pra fazer a carteira, eu, com preguiça, avisei pra ele que nem adiantava fazer agora porque a gente não tava emprestando livro... Ele insistiu que queria fazer a carteira. Eu disse pra ele o que era necessário com esperança de faltar alguma coisa e eu não precisar ir lá atrás dos bagulhos pra fazer a carteira... Mas ele tava com tudo, cara! 
Beleza, na hora que ele me deu a foto dele, sem óculos, eu me apaixonei... Esqueci que tinha namorado...  Dane-se! Estávamos brigados e, depois de vê-lo sem óculos, eu o quis... Nem voltaria mais pra meu namorado! Fiquei olhando pra foto enquanto ele preenchia a ficha e pensava: "Esse cara não pode ser clone do meu ex... Ele é gato!!! Quero casar com ele, ter bebês feios e Oh! Oh! Oh!".
Aí, a melhor parte tu não sabe... Descobri, quando ele foi embora e eu fui fazer o registro no sistema que ele já tinha ficha aqui. 
Citando as postagens no facebook: 
Esse cara tá a fim de mim!
Evidência 1: Ele já tem cadastro na Biblioteca!
Evidência 2: Ele não precisa da carteira agora, porque não estamos fazendo empréstimo (Férias).
Evidência 3: Ele vinha pra cá estudar e ficava só me olhando.
Evidência 4: No começo, ele só falava com as outras pessoas, menos comigo.
Anos de Carmen San Diego não foram em vão!... Vou largar meu atual e ficar com o ex-clone do meu ex! 
Beleza... Comecei a me apaixonar por ele, tecer planos para o nosso futuro juntos... Procurei a casa dele no Google mapas e tudo! 
Compartilhei com minhas amigas no face a foto do cara e todas aprovaram... kkkkkkkkkk (Tudo na base da brincadeira, que fique claro!). 
Aí, fui ver a data de nascimento dele: 21 anos, gente... O cara é novinho demais! 
Procurei o face dele, só foto de desenho, nenhuma dele (esperança de foto de sunga preta na praia morreu ao ver que ele já tinha usado uma tartaruga ninja como foto de perfil). 
No facebook: 
Depois de descobrir que ele só tem 21 anos =(
Achei o face dele... Não tem foto.
E a gente não tem amigo em comum!
É a primeira vez que encontro alguém nesse face que não tem amigo em comum comigo! 
E assim, começou e terminou minha história romântica com o ex-clone do meu ex que é muito gato sem óculos. 

Fim.
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♫ Ouvindo: Hey Now Now - The Cloud Room
#essaehumahistoriadeficcao
 - Originalmente publicada em 20/02/2013.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Minha história em tópicos

Fonte de imagem: Clubinho
1986
Eu nasci.
1987
Fui a praia pela primeira vez.
1988
Nasceu minha irmã mais nova: Isaura.
1989
Minha primeira (e última) mudança de casa. A asa antiga tinha só sala, um quarto, cozinha e um banheiro no quintal... Na nova, tinha/tem o quarto do menino, o das meninas, um terraço enorme e 2 banheiros dentro de casa.
1990
Comecei a estudar! - Unidade Integrada São Luís Rei de França.
1991
Ganhei uma lancheira da She-Ra!
1992 
Mudei de escola. - COEDUC. Lá eu passava mais tempo na secretaria e na biblioteca de castigo do qur em sala de aula.
1993
Repeti a 1ª série por não saber ler. Tentei enfiar um lápis no olho de um coleguinha que riscou meu livro (Marcos Aurélio). Lembro do meu pai conversando com o pessoal da secretaria.
1994
Voltei pra antiga escola pra fazer 1ª série de novo - Unidade Integrada São Luís Rei de França... mas antes roubei uns livros da biblioteca. A mudança foi boa, porque a escola era perto de casa e eu podia vir a pé. Conheci a Tâmara.
1995
Conheci Patricia Mann na fila do hino no colégio... eu espirrei em cima dela e ela ficou me chamando de mal educada, nojenta... toda metida! Passei semanas falando mal dela pra Tâmara.
1996
Fui a Biblioteca Pública pela primeira vez. No dia do livro infantil.
1997
Zerei Super Mário! Parei de ir pra Igreja.
1998
Mudei de escola! - Colégio Adventista de São Luís. Conheci Yuri, Juliana e Celyane.
1999
O pastor do colégio veio conversar comigo porque eu sofria Bullying por ser feia e gostar do menino mais bonitinho da turma: Yuri. Conheci a Gabriela.
2000
Conheci Guilherme! Marquei o meu primeiro encontro com um menino que fazia o ensino médio... dei um bolo nele, porque mamãe não me deixava andar de ônibus só e eu nem sabia onde era o cinema. (Eu tinha 13 anos).
2001
Comecei a frequentar mais a biblioteca do colégio por influência do Guii que ia pra lá ler a Barsa enquanto eu rasgava as revistas e organizava o acervo. A Biblioteca fechava no recreio, mas a tia abria só pra gente entrar. A gente matava a aula de religião, educação física e a capela na biblioteca. Algumas vezes escondidos embaixo da mesa de leitura individual. Conheci a Rosana e a Luciana. O Guii saiu do colégio.
2002 
Estava no 1º ano e me declarei pra um pikeno do 3º ano (Jonas... o mesmo com quem marquei o cinema e não fui). Toda a escola ficou sabendo que ele não me queria e eu virei piada.
2003
Papai perdeu o emprego e mudamos todo o padrão de vida! Conheci o Aécyo.
2004
Mudei de escola e fui estudar pela primeira vez em uma escola pública! - Centro de Ensino Médio Professora Margarida Pires Leal. Lá eu conheci Luana e Irajayna.
2005
Conclui o ensino médio! Fui apostada no colégio em uma brincadeira idiota que fizeram por eu ser BV. O detalhe é que eu era apaixonada por um dos meninos envolvidos: Rodrigo. Coloquei Letras no meu PSG e não passei.
2006
Comecei a fazer curso de informática!!!! *-* (eu adorava, desculpa). Me apaixonei pelo professor e só tirava 10 por isso. 
2007
Passei no meu primeiro vestibular (só tinha feito o PSG... o pai tava sem grana na época das inscrições em 2005 e 2006) e comecei a fazer Biblioteconomia na UFMA.
2008
Comecei a trabalhar na PPPG. Ganhava 150 pra passar praticamente a tarde toda estudando enquanto ninguém aparecia, não tinha certificado pra fazer ou xerox pra tirar. Um corajoso me pediu em namoro, eu aceitei. Dei meu primeiro beijo no dia 28 de julho de 2008... Dia 2 de agosto terminei o "namoro".Conheci Fernando Augusto em outubro.
2009
Comecei a namorar com o Nando em janeiro... depois de um monte de briga besta por falta de comunicação. Criei o Bibliotecária Escandalosa (que se chamava "As histórias da minha vida, os micos que paguei e os foras que levei"). Sai da PPPG e fui trabalhar na Revista Pós (que pra mim foi um dos meus trabalhos mais importantes... amadureci muito lá). Voltei pra igreja.
2010
Comecei a fazer campanhas de doação de sangue, medula e orgãos!... Assumi o liga dos voluntários.
2011
Comecei a normalizar monografias... até então só arrumava os artigos da revista. Comprei meu primeiro notebook com meu rico dinheirinho *-*... perdi a un-rum... enfim!!!
2012
Ganhei meu primeiro prêmio como blogueira... Conheci o Ruan. Comecei a trabalhar no Sagres... passei 3 meses lá! Eu amava, mas sempre levava trabalho pra casa e isso atrapalhava minha mono. Eu trabalhava de manhã na UFMA, de tarde no Sagres e de noite normalizava/fazia minha mono e as atividades dos 2 estágios. Aí larguei o Sagres e fui pra UEMA, onde era mais tranquilo pra monografar.
2013
Defendi mono, sai da Revista Pós, me formei, tive depressão, crises nervosas, achava que alguém ia morrer a qualquer momento, decidi reformar toda a minha vida, ia entrar pra Legião de Maria do meu namorado, ia fazer academia e outras coisas pra esquecer os problemas... maaaaas no meio desse caos, fui traída, meu namoro acabou, perdi 10kg... fiquei com um cara 1 mês depois, foi estranho... mas me fez ver que meu ex não era o último homem do mundo e que eu não sei ficar sem compromisso. A Liga fez a primeira atividade e eu passei a admirar a Adna por isso... foi o que salvou meu ano... Conheci a Sâmara e a Keila... 
2014
Comecei a pós, namorei um cara por 1 semana... tive recaída em minhas crises nervosas pelo excesso de incertezas da minha vida... E hj tô aqui pra dizer que estou feliz.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Saudade...

Fonte de imagem: Dark Moon
Lembro, como se fosse há um minuto, o dia em que eu falei que se sentisse saudade bastaria mandar um sms com essa palavra e mais nada. Falei de forma inocente, jurava que nunca nos separaríamos...
E eu disse que entenderia tudo... O sacrifício do orgulho sendo engolido, a ausência de palavras melhores para descrever a falta que fazemos um para o outro... Eu entenderia o uso da única palavra capaz de descrever toda a necessidade, todo o amor guardado...
Um dia, há algum tempo... Deitada com a cabeça em teu colo em algum lugar do mundo que era só nosso... Sentindo teus dedos alisando o meu cabelo, quando o certo era cacheá-los... Eu disse apenas isso: "Me manda uma única palavra 'saudade', e largarei tudo o que estiver fazendo, largarei qualquer pessoa que me faça companhia, sairei de qualquer lugar que eu estiver, não importa a distância... E correrei pra te abraçar! É uma única palavra, mas diz tudo o que eu também sentirei...".

domingo, 16 de março de 2014

[Reblogando] Com direito a romantismo...

Fonte de imagem: Mailine - Fotolog 
Uma das coisas mais chatas do pouco tempo pra namorar, é ter que encontrar o outro sem programação exata... A vantagem é que só estar junto e matar a saudade basta!
Assim, eu e Meu namorado nos encontramos no sábado.
Sem nenhuma programação!
Resolvemos nos ver porque, simplesmente, no domingo não daria. Ele tinha uma programação importante pra ir da Igreja, e eu tive que aceitar... Ou isso, ou nada.
Encontrei o Meu namorado embaixo de um céu que ainda tinha estrelas...
"O que a gente vai fazer?" - Perguntei, como sempre esperando sentar em algum lugar pra conversar e me atracar ao pescoço do "meu moço" (ROCHA, 2013).
"A gente vai andar de mão dada" - Olho pra ele sem acreditar... 
"Tu quer é me exibir, é? Que graça tem isso de só andar?? Eu quero sentar! Eu quero namorar! Quero beijar na boca! Quero ser agarrada..." - Disse eu, como sempre fazendo manha!
Meu namorado apenas ri de mim o tempo todo... Minha impaciência o diverte. E o faz me provocar sempre mais!
"E vai chover! Aí tu vai correr pra casa!"
"Vai não, o céu tá limpinho, Sol! Larga de história...".
Aí, a gente tava no meio do caminho, caiu um toró...
E ele não correu, não reclamou... Apenas segurou o guarda-chuva e me apertou forte em seu peito me protegendo... E assim ficamos a noite QUASE TODA!
Já que ninguém tava olhando... Também demos longos beijos daqueles que só se dá no começo do namoro, quando a vontade de estar com o outro é muito grande! Quando há aquela NECESSIDADE de sugar um pouco da alma da pessoa, sabe?
Alguém disse uma vez que beijo é isso... troca de informação, de fluidos espirituais, de energia... Beijar na boca é doar-se um pouco pra vida do outro, pra fazer parte dela... É o desejo de ficar! Nunca entendi quem beija sem amor... Porque eu beijei uma vez, e não vi sentido... Enfim!
Creio que a distância e o pouco tempo faz isso com a gente... Torna os momentos juntos mais prazerosos...
E nos cega pro que antes era muito importante. O Meu namorado é muito chato com essa coisa de namorar na rua e foi tão romântico, pela chuva, por ele não se importar dos carros passando, das pessoas correndo, das casas em frente ao local onde a gente tava ter gente... Meu namorado esqueceu que existia pessoas no mundo além de nós dois... Não se importou com o horário (milagrosamente ele não puxou um só segundo o celular pra ver a hora... Estranhamente quem puxou foi eu), não se importou com a chuva... Era só eu e ele, tanto que ele perguntou se eu tinha acordado, depois de um beijo (quando ele, por acaso, tirou o guarda-chuva da minha cabeça, me assustando com o fato de que tava chovendo).
Acho que esse dia vai ficar na minha cabeça pra sempre... Vou contar pros meus netos como sendo o dia mais romântico da vida dos avós deles... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Foi perfeito... Merece um capítulo de livro, com direito a música do Six Pence! Sério, cara... Os atores estavam bem posicionados em uma arquibancada de um campinho abandonado, embaixo de árvores, chovia e as falas também foram perfeitas e bem cronometradas!
Ah, poxa... Não caiu nem raio, nem teve trovão!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Só queria dividir um pouco da mágica de meu namoro... Momentos tão raros que eu queria todos os dias....
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Postado por Blogger no Bibliotecária Escandalosa em 31/03/2013

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

[Reblogando] A Trágica biografia romântica de Soraya Carvalho – Parte 4 de sei lá... Acho que acabamos aqui! FINAL!!!!!!!!!!!

Fonte de imagem desconhecida
Finalmente, a aposta...
Você, que me conhece, deve estar se perguntando onde enfiei as outras mil histórias... "cadê o cara que casou dizendo que te amava? cadê o Guii? cadê o 'rato'?"... Gente, o Guii eu já contei tantas vezes... O cara que casou não merece espaço nem nos meus traumas e o rato não teve tanta importância assim... Eu resolvi contar apenas as histórias mais românteiguinhas... Simples!
Pois bem...
Mudei de colégio em 2004.
Fui estudar em uma escola pública na Alemanha (que chique!)...
Chegando lá eu conheci esse cara... Muito fofo, todo educado... Passei o ano toooodo paquerando ele de vista... E o cara correspondia meus olhares... Eu amava aquele clima legal, tanto que nem faltava na escola!
Aí, quando chegou o final do ano, mais ou menos (eu tô poupando vocês de detalhes porque tô com pressa, mas se quiserem é só pedir por aqui ou no formspring.me) - um detalhe que vale a pena ser ressaltado... O fim do ano da gente foi em março de 2005... -  O povo da minha sala me ouviu comentando que eu era BV.
"TU NUNCA BEIJOU NINGUÉM?" - toda a turma virou pra olhar espantada... Eu tinha 18 anos...
"Nunca..."...
Daí começou aquela movimentação estranha... as últimas 3 semanas de aula foram um inferno pra mim: piadas, brincadeiras idiotas... enfim! Eu adorava aquele povo, mas eu tava num ponto que não queria mais ver ninguém na minha frente...
Foi aí que eles resolveram fazer a aposta...
Ofereceram 10 reais pro cara me dar um beijo em uma semana... E ele queria tanto o dinheiro que no último dia veio atrás de mim falar que se eu o beijasse ele me daria metade...
Eu não queria assim, eu gostava dele, muito...
Minutos depois da superoferta "me dá um beijo e tu leva metade da grana", a turma toda entrou na sala, fecharam a porta e me empurraram pra cima dele...
Eu sempre sonhei que meu primeiro beijo seria com alguém com quem eu pudesse passar o resto da vida, ou, pelo menos, confiar muitos dias dela... Meu primeiro beijo não foi com esse cara... Acho que eu até chutei ele pra fugir dalí... Mas, antes disso, eu sonhava todos os dias com o momento em que ele chegaria pra mim e me pediria, de uma forma doce e sincera, pra ficar com ele...
Em vez disso, ele veio rindo me oferecendo metade da grana...
Foi a primeira vez, desde que eu cheguei naquela escola que eu desejei ir embora.
Aí, você me pergunta: "Sol, se você já tinha 18 anos, o teu beijo demorou não foi por causa da aposta... foi por que?".
Sei lá, gente... Acho que eu passei muito tempo da minha vida me dedicando a minhas feridas platônicas... Desejando caras que nunca estiveram nem tchum pra mim, caras que faziam piadas pelo meu jeito de andar, por eu ser gorda, feia, sem pescoço... Que nunca vi nenhum cara apaixonado por mim de verdade... Nunca consegui acreditar quando alguém se declarava, pra mim sempre era mais uma piada... Pra mim eles sempre me esconderiam de todos...
Depois da aposta, esse cara me pediu 3 vezes pra ficar comigo... Não sei se era mais uma aposta também, né?
A primeira foi na mesma semana... Acho que ele achou que era gostoso demais... Que ficando comigo eu esqueceria toda a mágoa que ele provocou... Eu disse que não queria... Que era, com certeza, mais uma brincadeirinha de péssimo gosto... Ele pediu pra eu olhar nos olhos dele, pra ver se ele tava mentido... (O CLÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASSICO "OLHA NOS MEUS OLHOS E VÊ SE EU TÔ MENTINDO..."), eu olhei... não achei sincero e fui embora... todas as minhas amigas me chamaram de besta...
Na segunda vez foi no nosso último dia de aula... Eu queria muito ficar com ele, mas o orgulho ferido, sabe?
Na terceira foi em uma conversa recente com ele por msn (minha noção de recente... tem quase 3 anos... Foi no mesmo dia do meu primeiro beijo, que irônico!)... Eu contei pra ele nossa história da forma que eu conhecia e que eu achava que ele precisava conhecer... Contei tudinho... todos os olhares a mais que dei pra ele, o quanto eu sonhava... e como ele destruiu tudo isso com a maldita aposta...
Ele me pediu pra esquecer, disse que foi um estúpido e me convidou pra sair, ir a praia ou ao cinema (de novo se achando gostoso demais... "fica comigo, pra minha consciência ficar tranquila", foi isso que imaginei ele pensando)... Eu disse que não. Ele achou que eu tava contando aquela história toda pra tentar ficar com ele e eu esclareci os fatos: "Eu só queria te contar uma parte da tua história em minha vida... Não tô chateada, não quero ficar com você... Eu só precisava fazer você entender...".

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* Originalmente publicado em 15 de junho de 2012.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

[Reblogando] A Trágica biografia romântica de Soraya Carvalho – Parte 3 de sei lá quantas....

Fonte de imagem desconhecida.
Bom, Yuyu saiu da escola e alguém tinha que herdar meu amor maior que eu... 
E foi o coitado do... Bom, eu não vou falar o nome, tem muita gente envolvida... Mas, biblicamente falando, era aquele cara que foi comido pela baleia lá... 
Eu não gostava dele, nem o conhecia... Mas, tem aquela coisa... 
A irmã do cara chegou pra mim e disse que ele andava solitário (ela tava paquerando o amigo dele) e pediu pra eu escrever alguma coisa pro garoto pra esquentar a vida dele (ri, eu era boba e apaixonada, vieram me falar que um cara bonitão, solitário, triste... O que fazer?).
Eu escrevi carta pro cara. Ele não respondeu as primeiras... 
Depois me respondeu com uma frase, achei massa!!!! 
“Você pode voar em um horizonte qualquer e pousar onde seu coração quiser!” 
Nunca entendi, mas na época achei liiiindo... 
Depois disso, a irmã dele me fez mandar uma música de Roberto Carlos, parece que o cara gostava de Roberto Carlos (credooo)... Eu ficava com medo de brincar com os sentimentos dele, algumas vezes não quis escrever, mas ela insistia e eu acabava fazendo... Ela dizia que ele não saia mais de casa, e que minhas cartas estavam motivando-o a sair... continuei.... 
Aí, chegamos a um ponto em que eu um marquei cinema com ele, mas eu não iria... 
A irmã dele disse que eu não precisava ir, mas eu não queria marcar com alguém e não aparecer... Pensei em desmarcar várias vezes, mas ela me lembrou que o objetivo era fazê-lo sair de casa. 
Lembro a data do cinema que marcamos, 22 de maio de 2000... Lembro que até liguei pra casa dela pra dizer pra ele não ir, mas ele atendeu e eu perdi a coragem... Lembro que eu quis ir, mas não fui porque nem sabia onde ficava o Cine Colossal... E mamãe nunca me deixaria ir, eu tinha só 13 anos... 
Enfim, ele foi... E, enquanto ele tava lá vivendo o seu bolo que eu não cozinhei, eu chorava em casa por descobrir-me apaixonada por ele... 
Pior nem foi isso, pior foi que depois disso ele não quis mais saber de mim, nem papo, nem oi... NADA! 
Então, os anos seguintes eu vivi a falta de respostas dele... Mandava carta, sem resposta. Recados, sem resposta... desisti... 
Pra mim é um pouco complicado dizer que eu era apaixonada por ele de verdade, pois o nosso único contato foram aquelas primeiras cartas que ele mandava pra alguém que não conhecia e eram respondidas por alguém que só o conhecia de vista... 
Mas, eu virei, de novo, um motivo de piada na escola... Ninguém me ensinou a esconder meus sentimentos e nem com as porradas que levei eu aprendi... Todos sabia que eu gostava dele, ele sabia, as meninas que gostavam dele sabiam e as meninas que ele gostava também. Essa é a pior parte, as meninas com quem ele tentava ficar sabiam que eu era uma besta apaixonada por ele e debochavam de mim... esfregavam as investidas dele na minha cara, e outras ainda vieram me dizer que não aceitavam ficar com ele em respeito a mim, pode? 
O cara, que já não ia comigo por existir, devia me odiar por todos os foras que ganhou...
Normalmente, quando falo de alguém no blog, eu envio a postagem para a pessoa, mas nesse caso deixarei quieto. É segredo nosso!

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* Originalmente publicado em 5 de junho de 2011.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

[Reblogagem] A Trágica biografia romântica de Soraya Carvalho – Parte 2 de sei lá quantas....

Fonte de imagem desconhecida
Aí, aparece Yuyu em minha vida... 
Eu conheci Yuyu na 5ª série. A gente não estudava junto, mas as turmas se juntavam na Educação Física... E foi lá na quadra que eu o vi pela primeira vez, correndo com seu shortinho quadriculado, sua camisa ridícula do palmeiras, sob o sol quente de 15hs... Sim, a minha escola nos mandava pra uma quadra descoberta, às 15hs, com o sol fervendo em nossas cabeças e ainda me perguntam porque eu não gosto de esporte! 
Enfim, minha história com Yuyu pegou fogo mesmo na 6ª série... A famosa 6ª série... Não me espanta hoje ele ter saído da escola depois dessa 6ª série, eu também sairia se um cara como eu ficasse a fim de mim... 
Quando eu falo que a coisa pegou fogo na 6ª série, não pense nisso como uma coisa boa. Pense, sei lá... Como Nero tacando fogo na cidade mesmo... 
Eu era a fim de Yuri e, embora TODO MUNDO SOUBESSE, eu escondia isso, mas escondia de um jeito que, meu Deus, era preciso ser muito débil mental pra não sacar. Eu usava códigos, mas meu códigos eram muito fáceis... Eu me baseava em hieróglifos e com a repetição constante de caracteres, cagou... Todo mundo descobriu um bando de I Love Yuyu...
Yuyu usava aparelhos e era chamado de latinha, eu era chamada de vassoura (clique aqui pra saber mais)
E veio as musiquinhas: “inha, inha, inha, vassoura ama latinha”. 
Gente, eu chorei tanto que até o coitado do Yuyu veio me pedir desculpas por eu assediá-lo... Pior, o pastor veio falar comigo... 
E me encheu de conselhos... Achou antes que eu e Yuyu namorávamos... Depois que eu disse que não ele disse que eu era muito nova pra essas coisas. Que viriam garotos que iam gostar de mim e blábláblá...

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* Originalmente publicado em 4 de junho de 2011.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

[Reblogando] A Trágica biografia romântica de Soraya Carvalho – Parte 1 de sei lá quantas....

Fonte desconhecida.
A maldição não começou na 6ª série, como todos pensavam... Foi muito antes disso. 
Creio que quando eu fazia... Sei lá... 2ª série, por aí... 
Eu gostava de um guri (essa coisa de gostar, a Vanessa falou ontem, começa bem mais cedo para as meninas... Ela contou que as meninas com 8 anos sentam em rodinhas pra falar de meninos, enquanto os meninos sentam pra falar de futebol, jogos e outras coisas, mas não de meninas – foi engraçado ela falar isso, eu tinha 8 anos na época) e o guri de cara não gostava de mim. Me achava legal, brincava comigo, mas não era a fim de mim... Eu fiquei arrasada... 
Ok, eu não me enquadro no perfil das coisas que ele gostava, eu não era flamenguista, eu jogava, mas jogava coisas de menina... Mas, ele jogava comigo... Bom, com o tempo eu aprendi que os caras que gostam de tudo que a gente gosta não são legais... E, bom, nunca vão gostar de você... 
Eu gostei desse pequeno por muito tempo... Fazia loucuras por ele... Eu amarrei ele numa cadeira com o elástico do carrinho da minha mochila (minha professora nunca me devolveu esse elástico, que feio...)... Enfim, gostava dele, mas o cara parecia só gostar de minhas amigas, nunca de mim... Então passei pra outra... Foi tempo demais sofrendo! =)

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* Originalmente publicado em 3 de junho de 2011.

sábado, 18 de janeiro de 2014

[Reblogando] A história do MEU príncipe Enfeitado

Fonte de imagem: Jane entre linhas
Baseada em uma conversa que tive ontem com uma amiga, resolvi reescrever a história, quase sagrada, do meu príncipe Enfeitado.
A nossa discussão girou em torno dos contos de fada e da estereotipação (Céus, espero que esta palavra exista [e que seja escrita desta forma]) da mulher. Branca de Neve representa a mulher boba, que cai na balela de qualquer bruxa que passa ( a mulher morta de fome! Por que... cara, ela aceitou uma maçã de uma estranha! Fora o fato de que julgou pela aparência...). A Bela Adormecida representa as mulheres que esperam deitadas a chegada de um príncipe que lhe dará vida (típico de quem não acredita em si). A Bela (aquela que ficou com o monstro) representa a mulher interesseira, ou você não reparou que ela deu uma volta no castelo antes de aceitar qualquer coisa?
E, concordo com Denise, a Cinderela é que é A mulher. Tudo bem, ela chorou pra caramba, tinha aquela voz que ninguém agüenta de tão fresca e tudo mais... Mas, cara, ela correu atrás do que queria! Têm outras... Rapunzel, que puxa o cara pra cima, a mulher capaz de sustentar um homem... Chapeuzinho Vermelho, que cuida da avó, mas é boba como uma porta (ela acreditou mesmo que a avó tava peluda daquele jeito!! BURRAAAAAAAAAAAAAA!) e Alice (do País das maravilhas): adora uma ilusão básica...
Ok, vamos deixar de fofocar. O que interessas neste momento sou eu! Tá, o MEU príncipe Enfeitado. Ele sumiu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
De início, devo dizer que ele morreu...
Terrível demais começar pelo fim, né?
Ok, ele se matou!
Ah... Isso foi minutos antes dele morrer!
HUmhum... Num sei como começar...
Vamos falar pouco sobre o cara... Acho que vai ser doloroso falar do cara maravilhoso (UAU!) que ele foi...
Ele era O cara!
Era lindo, alto (escolhi alto por que tropecei em alguns baixinhos tentando encontrá-lo...), meigo, doce ( o que não é a mesma coisa. Entendam: ele fazia escova de açúcar!) e... Tão... Faltam palavras! O cara era bom! Só que, não cheguei a ter muito contato com ele... Ele morreu antes do nosso encontro...
O que aconteceu?
Bom, vâmo acabar logo com isso, pois me falta imaginação para prosseguir com a história...
Ele estava vindo ao meu encontro em seu cavalo branco de nome Algodão Doce, com a sua escova de açúcar em dia e as unhas bem perfeitinhas... Resolveu parar um pouco a cavalgada para retocar a maquiagem, pois em uma dessas voltas que os nossos olhos dão pelo mundo, ele notou um brilho atípico em seu nariz.
Foi aí que tudo aconteceu... Enquanto passava um protetor labial e se certificava de que seus dentes estavam como os deuses mandam, ele viu aquele ser estranho que o observava com um terrível olhar... Muito doido! [risos]
Foi este sujeito que queimou meu filme com o MEU príncipe Enfeitado.
“meu, ela é baixinha, gordinha, buchudinha, buchechudinha, vesguinha, sem pescoço...”
Ele não agüentou!
Estava longe demais de casa e sua única força, incentivo e... Qualquer outra coisa do tipo... O que o fez agüentar o trotar de Algodão Doce, os calos no bumbum, a dor na coluna... Enfim! A vida como um todo, era a idéia de que sua princesa seria perfeita.
Acabou a força.
Acabou o amor.
Foi o fim...
E, como tudo o que interessa nesse mundo é a aparência, ele resolveu pôr um fim a tudo. Enfrentou dragões (tinha umas barangas pela estrada), atravessou rios e rios (essa prefeitura que não cuida desses córregos) e... Tá, acho que já dei motivo suficiente!
Ele fez muitos esforços para tornar o seu amor por aquele ser detestável possível e quando ele vai chegando... Descobre que ela era FEIA!
E assim, ele sobe no seu cavalo, de um pulo só, e segue em direção ao penhasco...
BOOOOOOOO
Não era alto o suficiente, ele só torceu o pé com o “freio” dado por Algodão Doce que não era bobo e não acabaria com a própria vida por uma princesinha feia. Existem milhões de éguas por aí a fim de conhecê-lo...
Ele decidiu então pelo afogamento, mas foi terrível ficar sem ar. Ele queria morrer sim, mas não ficar sem ar. Além do mais, com aquela cara “bizarramente” (inventando palavras, que bonitinho...) inchada e... Como ele se permitiria morrer com aquela cor horroroooooooosa???
Resolveu tomar veneno, mas por alguma razão não funcionou...
Quando já havia desistido de tudo, ele levantou e tropeçou na própria espada e foi aí que tece a grande idéia. Tinha lido em algum lugar sobre o haraquiri, suicídio japonês que dava à morte certo ar de poesia.
E assim morreu meu príncipe: descabelado, maltrapilho, com as unhas quebradas e o bucho rasgado.
FIM

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* Essa história escrevi para meus amigos e publiquei no blog em 13 de fevereiro de 2009.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Paixões inventadas...

Fonte de imagem: Blog da Gisela Campos
Eu vivo fazendo coisas sem sentido... Uma delas é inventar paixões, contar pra todo mundo, me inspirar em cima disso pra escrever histórias, investigar a pessoa e depois tentar me aproximar das minhas vítimas... pra descobrir que eu as assustei!
Elas já perceberam as segundas intenções que, assim como as paixões, foram inventadas.
Algumas delas eu contei aqui no blog. As paixões inventadas não nascem do nada, aparecem de coincidências, troca de palavras e até de um sonho.
O primeiro passo para que eu me apaixone por alguém é que essa pessoa apareça em meus sonhos, uma vez ela lá, fica fácil inventar de uma hora para outra uma paixão que passa depois de 3 dias, infelizmente... Daí pra frente fica só a curiosidade: será que a pessoa é como eu inventei?
Minhas paixões inventadas nunca viram amizade, nunca viram namoro, nunca viram porra nenhuma além de histórias que eu invento e compartilho e aquecem o coração de pessoas que adoram uma historinha de amor...
Queria eu poder viver uma paixão de verdade, como as que eu inventei, como as que inventaram pra mim...
Me divirto apenas com a escrita delas... O garoto tímido que entrou na biblioteca e se apaixonou pela bibliotecária, o cara do ônibus que se apaixonou por minhas inquietações, o professor de informática que me conhece de outra vida, o carinha dos cabelos vermelhos e dos óculos verdes... Paixões inventadas e correspondidas apenas em meus sonhos... Paixões que distraem e inspiram.
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♫ Corsa - Padre Marcelo Rossi

domingo, 10 de novembro de 2013

Bacabeira - 19 anos de lembranças gostosas...

Fonte de imagem: Arquivo pessoal.
Hoje Bacabeira completa 19 anos... TCHARAM!!!
Lembro de meus fins de semana com meus primos no quintal da casa da minha avó... e sinto saudade da terra gelada nos pés descalços, da sombra das árvores, de carregar água da cerita até em casa (juro, eu sinto falta! Kkkk) e de me esconder com medo do gritador que passava meio-dia e 18h... kkkkkkkk
São tantas lembranças gostosas que Bacabeira guarda da minha infância... Esconde-esconde no quintal, macaquices em cima da árvore, banhos de açude... A chuva caindo tão linda da janela da casa da minha avó...
Os encontros com meus medos! Algumas paixonites de adolescência, troca de cartas...  Eu lembro que eu gostava de um cara que usava óculos verde e tinha o cabelo vermelho e sempre que o encontrava eu ficava toda desconsertada! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk As histórias que minha prima inventava pra mim sobre ele, sobre assombrações na velha construção da igreja que nunca ficava pronta e hoje está... Odeio ela até hoje! kkkkkkkkkkkkkkkkk
Bacabeira que me inspirou a escrever muitas histórias... Entre Sambás e o Paraíso eu escrevi pensando em Bacabeira! (Era justamente sobre esse moço do cabelo vermelho e de óculos verdes, detalhes... O desenho até sou eu e ele kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk É uma história engraçada que eu volto essa semana pra contar. O resumo de tudo é que: eu nunca falei com esse cara).
Sinto saudade de tudo isso... Da simplicidade, da vida descomplicada que era antes de inventarem pra essa mocinha que ela devia crescer.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

[Retalhos do facebook] Uma história de amor de minha infância não tão distante...

Fonte de imagem: Travessia
Gente, compartilhei essa semana em pequenas postagens no facebook a minha história de amor platônico pelo meu melhor amigo... As postagens receberam muitos elogios, muitas curtidas... Perdi muitos amigos! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Resolvi juntar tudo aqui!
Espero que vocês gostem.
É uma história de amor antiga que eu tenho liberdade pra contar porque NUNCA troquei saliva com o cara e ele é meu melhor amigo...
Não reparem nos erros de digitação porque esse é um celular fresco e eu não tenho paciência pra corrigir.
Enfim, conheci o Guii em 2000, no Colégio Adventista de São Luís (CASL). Fazíamos a 7 série (atual 8 ano?). E tinhamos algumas coisas em comum... o interesse por livros e a mania de matar aula de religião, capela e educação física além do recreio pra ficar na biblioteca.
Nosso comportamento juntos deixavam todos com a pulga atrás da orelha... teve um dia até em que o monitor veio brigar com a gente (morrendo de rir) porque não podia ficar andando de mãos dadas pela escola.
Eu gostava muito do Guii, mas era apaixonada de verdade pelo Jonas. O Jonas era um menino do 1 ano (do ensino médio) que ficou famoso pelo fato de que eu gostava dele.
Um dia uma menina veio me dizer que deu um fora no coitado em respeito a minha figura.
O povo achou desumilde eu dizer que o Jonas ficou famoso por ser o menino que eu gostava... Mas todo mundo conhecia a história de amor da menina sem pescoço da 7ª série pelo narigudo do 1º ano.
Em todos os meus livros estava riscado "Sol & Jonas", "Jonas & Sol"... Algumas amigas, na certeza de que não daria certo escreviam "Jonas X Sol". kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Enfim, conheci o Guii na 7ª série... Estudei com esse ser até a 8ª série e ele sumiu da minha vida.
Um dia de 2005 estava vendo se uma amiga tinha passado pra biologia e vi o nome do Guii (e da minha amiga não, tadinha...).
Pensa na felicidade da pessoa!
Não via o Guii desde 2001 quando ele subiu naquele Bequimão São Francisco cantando "uhuh, Vassoraia! Me livrei de vocÊ!".
Só que eu não passei no PSG e não prestei vestibular nem em 2005, nem em 2006... (Problemas financeiros, saca?).
Em 2007 passei pra biblioteconomia e adivinha qual foi meu primeiro ato?
TCHARAAAAM! Procurar onde ficava a biologia!
Eu ia na biologia TOOOOOODOOOOOS os dias!
Nunca encontrava o bendito Guii... Quando eu tava no segundo período já, vi um menino que era muito parecido com o Guii, mas tinha o cabelo cumprido. Eu falava pra minhas amigas: "Parece o Guii, mas de forma nenhuma é o Guii.. Guii nunca deixaria o cabelo dele crescer desse jeito". Encontrei esse menino várias vezes, sempre no mesmo horário no ônibus. Como não tinha Spotted UFMA, eu escrevi uma carta pra ele, mas nunca o encontrei pra entregar a carta... Mas ela ficou guardada nas minhas coisas e todo mundo lia, ria e dizia que eu PRECISAVA entregar a tal carta.
Um dia sai pra andar a toa pela UFMA, tava chateada, muito triste com alguns problemas pessoais... Encontrei um grupo de meninas com a camisa da Biologia e fui perguntar se elas conheciam um menino pequenininho chamado Guii que fazia biologia desde 2005.
Elas falaram que conheciam 2 baixinhos... E um deles tava vindo e elas chamaram ele de Guilherme e ele veio.
O Guii tava com o cabelo do mesmo jeito que eu o conheci... E eu respirei aliviada porque ele não era louco de deixar o cabelo grande, então era o mesmo Guii que eu conhecia!
Aí, contei pra ele rindo: "eu vi um menino no ônibus que era a tua cara, mas tinha cabelo grande! Quase entreguei uma carta pra ele, olha a doida!".
Aí ele disse que era ele, ele tinha acabado de cortar o cabelo. ¬¬'
Então, reencontrei o Guii em 2007 e de 2007 até 2009 eu o perseguia como aquela garota da música "Macaé" (Clarisse Falcão)... Gente, eu e o Guii não usávamos telefone. Mas eu sabia os horários de aula dele... Quando ele ia pra casa almoçar, eu dava um jeito de ter uma coincidência e encontrava ele no prédio da biblioteca e fazia cara de inocência: "nossa, Guii, você por aqui! Que coincidência! Tá indo embora? Peraí, que eu vou com vocÊ".
Eu passo mal em ônibus, mas fazia questão de pegar Tropical São Francisco só pra passar mais tempo conversando com ele.
Quando ele só tinha aula a tarde, eu inventava trabalhos pra fazer... Não almoçava, ficava até 17h esperando a aula dele acabar e o encontrava de novo por acaso!
O "destino" me ajudava muito a encontrar o Guii... Era doentio.
Indo atrás do Guii, fiz muitos amigos... Até conheci meu ex-namorado indo atrás do Guii!
Eu passava tanto tempo na biologia, que o povo da biologia achava que eu fazia biologia e ficavam espantados de saber que eu era da biblioteconomia e que eu ia no sol quente em qualquer intervalo só pra falar com o Guii.
Cara, estou contando isso e me sinto doente...
Lembrei agora que na minha primeira conversa com o Guii, no ônibus indo pra casa, eu disse o número do telefone da casa dele e perguntei se era o mesmo.

ELE: É sim... E por que tu nunca me ligou?
EU: As coisas seriam mais fáceis, né?
Meu amor pelo Guii foi muito intenso... tenho textos enormes que escrevi pra ele e sobre ele em agendas, cartas... Um dia em 2009 eu me espantei e vi que não amava mais o Guii... E aí comecei a ver o Nando de outra forma... E a gente começou a namorar. Mas essa história todo mundo conhece porque ela começou junto com o blog.
No blog contei pouco minha história com o Guii porque eu namorava já e achava que deveria esquecer o passado, mas é tão gostoso lembrar do meu amor de infância...
Como eu disse de manhã, a gente nunca trocou saliva kkkkkkkkkkkk... Mas eram tão gostosos e engraçados nossos diálogos...
Ainda são gostosos e engraçados... Mas não tem aquele temperinho de amor infantil de antes.
Eu e o Guii nos vemos com frequência... Apesar de eu não estar mais na UFMA, viver aqui na UEMA...
Quando ele não tá com a namorada (sim, ele tem namorada), eu dou um jeito de roubar ele um pouquinho...
Quando a TIM deixa, a gente passa horas conversando... E fala de tudo, tudo mesmo...
Ele me acha nojenta.

domingo, 3 de novembro de 2013

[Reblogando] A BV de 21 anos: a saga de um beijo

Fonte de imagem: Ambrósia
Uma coisa que ninguém consegue entender até hoje é o por quê do meu primeiro beijo ter demorado tanto. Não sei, mas acho que as pessoas contavam as horas da minha BEVIRGINDADE na mão... 
BV, pra quem não sabe, é Boca Virgem. O que significa dizer que eu não dei meu primeiro beijo antes dos 21 anos. Sim, caro leitor, eu esperei isso tudo pacientemente, e só dei meu primeiro beijo com essa idade por pura pressão de meus amigos (ou inimigos... existe uma linha imaginária que separa os dois...). 
Começa assim, na escola, no 3º ano, o povo descobre que sou BV, e o que eles resolvem fazer? Sim! Eles me apostam! 
Legal, né? 
Antes disso eu apenas levava uns foras... Era bem mais legal. Digo mais, diria até que libertador! 
Depois disso, o assunto “Soraya é BV” foi tomar força só no 4º período da minha graduação.Eu paquerava um guri que trabalhava na biblioteca. A gente combinou de ficar numa feijoada, mas foi uma palhaçada. Tá, confesso... No começo foi romântico... A gente andou um pouco pelo Reviver, escadarias fedendo a mijo, casas velhas ameaçando cair em nossa cabeça... Foi tudo muito romântico... E eu, em minha explosão romântica achei que, de fato seria naquele dia. E seria, se o cara não fizesse biquinho dizendo que eu tava enrolando ele... 
Como não rir de um cara que pede um beijo a uma BV? 
Porra, ele acha que somos BV porque? Excesso de coragem pra jogar nosso amigo Guii na parede e tacar-lhe um beijo? 
Cara, como não rir de um cara que faz um biquinho com coisa de que você, ainda que seja BV, já não tenha dado um selinho por aí? 
Enfim... 
Depois disso... Algumas semanas depois (que BV galinha!), eu fui pedida em namoro pelo coleguinha de trabalho de meu ex-primeiro beijo. E, como disse no começo da postagem, por pura pressão de meus amigos, eu aceitei. 
Cara, o que eu podia fazer? 
Eles tavam me ameaçando! 
Diziam coisas pavorosas como “se você não aceitar, nós te internamos em uma clínica psiquiátrica, te matamos...”. 
Pedi um fim de semana para pensar, e cheguei na segunda pra dizer “não”, mas o medo de ser internada, morta, trucidada por meus amigos queridos que tanto me queriam bem... foi maior... E eu disse sim. 
E, como ele mesmo adora dizer, a gente só ficou passeando de mãos dadas pela UFMA. 
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 
Ok, a gente deu 1 (um) beijo e foi só... (táaaaaaaaaa, antes desse primeiro beijo, a gente trocou selinhos pelo acervo, o que não pode ser ignorado, apesar de selinhos eu já ter trocado com várias bocas antes...). 
Depois desse meu primeiro, quase último, e traumatizante beijo... Eu fui beijar de novo só quase 1 ano depois... E, esse sim, foi bom! Tô com esse beijo até hoje... Apesar dele não gostar das minhas mordidas! =P

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Acho que eu nasci...


Nasci no dia 28 de agosto de 1986...
Acho que eu nasci... Acho que eu nasci 11hs! Foi o que eu li no meu registro de nascimento... Nascida às 11hs, de cor parda, muito escandalosa e faminta!
Acho que o fato de que nasci tão perto da hora do almoço justifica minha gordura...
Acredito que eu tava revoltada... Mamãe sempre foi ruim pra comer, "primeiro as obrigações" e aquela coisa toda... Ela já tinha minha irmã e meu irmão, ainda tinha uma criança faminta dentro dela!
Eu gritei pra sair!
Vi que era mais fácil conseguir comer do lado de fora, eu berraria até ela me dar de mamar! =P
E assim foi!
A minha gravidez (lê-se: mamãe grávida de mim) foi a que minha mãe mais enjoou...
Enjoou comida, minhas tias e até meu pai...
Acho que é por isso que eu tenho essa cara de nojo... Eu enjoo todo mundo fácil, e fiz mamãe abusar de tudo durante a gravidez também!
Sou a mais gorda da minha casa...
Culpa de ter nascido tão perto do almoço, tenho certeza!!!
Nasci, por coincidência um dia depois de uma das minhas melhores amigas... E sempre lembrei do aniversário dela por isso... E, bom, ela sempre lembrou o meu porque eu ligava pra ela no dela! =P
Eu nasci fisicamente em uma data facilmente identificada na minha certidão de nascimento... Mas não sei ao certo quando eu me toquei que eu nasci... Deve ter demorado... Sou super lerda pra essas coisas bem na vista!
Mas tenho muitas lembranças... Embaçadas e em sépia...
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* No fim do ano eu criei um blog que tinha a proposta de contar toda a história da minha vida em pequenas histórias... Até hoje escrevi apenas 2 postagens e, como não tô conseguindo atualizar nem meu queridíssimo BE, eu resolvi excluir o blog... =(
Decidi que o blog todo virará uma tag com o mesmo nome e assim ficará facim de atualizar as coisas.

Essa postagem foi publicada originalmente no As pequenas histórias da minha vida no dia 28 de dezembro de 2012.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O comecinho foi assim...*

Eu nasci de uma troca de livros, assim se resume toda a história.
Meus pais gostavam muito de ler aqueles romances de banca de revista (Bianca, Júlia, Sabrina)... E minha mãe era amiga da minha tia (irmã de meu pai =P <explicação desnecessária>) e ela foi na casa dela levar e pegar mais livros, aí quem atende ela... Tcharam, meu pai!
Mamãe me disse que achou papai feio de cara. rsrsr
Não sei explicar como virou namoro, meus pais são muito tímidos e nunca respondem todas as perguntas que fazem, mas o meu quebra-cabeça se formou a partir de cartas que li, de declarações de amor nesses livros...
Nossa, meus pais eram bem melosos se for tomar as declarações de amor que tem nos livros...
Pelas cartas, que eu li com minha mãe, e outras escondido... rsrsrs... Entendi que minha mãe morava no interior, e meu pai aqui na cidade. Ele foi o primeiro filho a vir pra cidade, começou a trabalhar cedo e ajudava a família, que morava no interior, assim... Vendendo galinha em feira, trabalhando como cobrador de ônibus, vendedor...
Minha mãe, pelo que entendi, dava aulas pra MOBRAL (era aula pra adultos)... Nunca sei se na mesma época, mas sei que ela e minha tia (a irmã de papai) davam aulas...
Ok, vamos pular os detalhes que eu não sei... Meus pais namoravam a distância, por cartas... Acho que durou mais ou menos 2 anos... Até mamãe vir morar com papai.
As cartas eram muito engraçadas, porque tinha carta que ele dizia que tava tudo certo pra ela vir, em uma outra ele conta que roubaram as portas da casa. =P
Eu sei, vida de pobre é uma merda, mas a gente se diverte muito quando passa.
Minha mãe veio pra cidade morar com papai em março, Júnior nasceu em dezembro... Quase 2 anos depois, nasceu Ni e quase 2 anos depois... Tcharam! Eu nasci!!! Aí, quase 2 anos depois, nasceu o bebêzão da família, Zá.
Essa parte pré-meu nascimento é muito confusa pra mim... O que eu sei é de maroquice... 
Eu nasci da união de 2 famílias de lutadores, pessoas que trabalhavam na roça, quebradeira de côco, gente do campo... Pessoas que comiam o que plantavam, pessoas que só passaram pra mim grandes lições.
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* No fim do ano eu criei um blog que tinha a proposta de contar toda a história da minha vida em pequenas histórias... Até hoje escrevi apenas 2 postagens e, como não tô conseguindo atualizar nem meu queridíssimo BE, eu resolvi excluir o blog... =(
Decidi que o blog todo virará uma tag com o mesmo nome e assim ficará facim de atualizar as coisas.

Essa postagem foi publicada originalmente no As pequenas histórias da minha vida no dia 28 de dezembro de 2012.

terça-feira, 11 de junho de 2013

[Reblogagem] A Rainha da Futilidade Pública

E todas as manhãs ela acordava para contar o seu dia para aqueles que nem a conheciam...
E todas as manhãs, antes de fazer qualquer necessidade fisiológica ela preocupava-se em suprir sua necessidade de comunicação... E assim ela seguia, todas as manhãs...
Contava toda a sua vida sem contar com o fato de que alguém ouvia, lia, sentia o mesmo...
Na verdade, nossa rainha nunca contou com ouvintes e leitores... Apenas achou que era importante e foi lá falar!
A rainha da futilidade pensa que é alguém e pensa, ainda que pode dar opiniões... Mas, em uma linda manhã de sol converteram todas as suas (humildes) opiniões em (severas) indiretas e o circo pegou fogo, e máscaras caíram, amizades foram desfeitas, bloqueios foram acionados, começaram as guerras e... Oh!!! Dedos foram postos na cara de nossa rainha, como podem???
Nem falar dela mesma ela pode falar em paz... Quem esse povo pensa que é? Mais egocêntrico que nossa Rainha???
Eu, a rainha da futilidade, que fala de todos e ninguém, e que não faz questão nenhuma de ler e ouvir declaro encerrada essa história!
Eu quero voltar a falar livremente de mim mesma e quero expressar minha opinião sem que ninguém se ofenda ou aponte o dedo na minha cara todo ofendido querendo mostrar defeitos que eu sei que não tenho.
O meu reinado vem atrás de mim me comunicar de indiretas, mas essas eu ignoro, porque indiretas são despeito, não merecem meu respeito!
E digo maaaaaaaaaaaaais, em nenhuma dessas, que meu reinado aponta como sendo eu, eu me encontrei: só eu sei quem sou de verdade!... Que pena, né? Como acertar o alvo se nem comunicando o meu reinado de que falava de mim cês acertam???
Quem sabe até meu reinado é de aparências, como eu mesma sou!
HáHáHáHá
Agora, vâmo piorar a situação: o namorado chato é meeeeeeeeeu, a cara feia é minhaaaaaaaaa, a falta de pescoço é minhaaaaaaaaaaaaaa, os erros de português são meeeeeeeeus, o blog, o face e o twitter são meeeeeeeeeeeeus e eu faço a porra que eu quiser da minha vida!

Beijos e queijos!

Original publicado em 24 de fevereiro de 2012