Páginas

[Retalhos do twitter] Aquele desaba... fo.

Fonte de imagem: <A escotilha>
"Acho lindo quem sofre de amor"... Que declaração infeliz.
É tanta definição errada de amor. Amar não é querer ver todo dia, querer a pessoa sempre perto... Amar é ter seu tempo também.
Amar não é largar tudo pra ficar com alguém! Volta pra definição de se amar primeiro... Se não for pra juntar o que é teu a vida do outro... Nem junta! Se for pra se desfazer de sua vida pra ficar com alguém... não é amor, querid@!
Amar não é perdoar traição... Não é perdoar tudo sempre. Amar não é esquecer. Amar não é muita coisa que dizem que é.
Talvez o amor não se define, talvez pra cada um é de um jeito... Mas, se te faz chorar, se tem terceiros, se há coisas a esquecer... Esquece, cara, isso pode não ser amor.
Vamos dizer que a história dos dois é um livro. E pra cada coisa pra esquecer se arranque uma página... No fim, um livro incompleto. É amor?
Há casais que passam anos juntos com milhares de coisas "pra esquecer". Uma história sem muitas páginas... ou com páginas faltando, arrancadas aqui e ali pra ficar bonito... Porque, né, amor tem que ser bonito!... Não tem.
Aí falam que "perdoam, mas não esquecem"... Então, imagina um livro com muitas páginas riscadas. Mas que ainda dá pra ler o que tem lá. 
Talvez o amor não seja um livro intacto... Sem rasuras... Posso ter entrado no caminho errado da explicação... Dormi pensando nisso.
Não é uma história perfeita. Mas os erros não estão escondidos ou foram arrancados... Tá lá, vieram, vivemos, deixamos pra lá.
O chato é quando a gente lê o mesmo trecho várias vezes... meu caso. Queria dizer que perdoei, esqueci e sou perfeitamente capaz de seguir a vida, mas não sou. Releio aquele trecho que me machuca várias vezes... Aí vem o povo e diz: "isso é amor". Mas amor é pá sofrê?
Tentei rasgar a página, e colaram de volta. Tentei riscar inteira, e ele restaurou, deixou bonitinha e inteira novamente pra depois tornar a vir em mim a vontade de rasgar, riscar, esquecer... Tentei viver sem olhar pra trás... Mas se abriu ali, naquela maldita página que tentei ignorar. 
Queria ter vivido, e deixado pra lá... Como disse que faria... Mas me pego, quase diariamente, me magoando pelo mesmo motivo.
Só que hoje eu vejo e digo que não é amor. Eu não me amei. Eu sofri. Humilhada, ignorada... Procurada pra ser usada e nada além.E quando eu vejo o livro intacto... De histórias que não esqueci, fingi que perdoei... Eu me questiono que tipo de livro é o amor.
E se o amor for um livro... É o trecho de vários ou só o retalho de um?
Gostou desta postagem? Então clique no botão ao lado para curtr e Twittar!! Aproveite para nos adicionar no Facebook, seguir no Twitter.

Sobre a louca que escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas me chamam de Sol! Tenho 31 anos, estou tentando me reapaixonar por tudo o que escolho... Sou formada em Biblioteconomia, recém-convertida católica (ainda que batizada desde 1995), estou aprendendo a lidar com a ansiedade e tenho pensado em tentar falar sobre a luta e o aprendizado diário... Viver requer paciência, e eu não tenho.

Nenhum comentário: