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O que a gente faz com o coração que não se entrega?

Fonte de imagem: Nathalia paccola
É tão estranho descobrir-se apaixonada depois de longo hiato sem amor.
Só que na minha idade, parece que a insegurança tá maior que na época da adolescência. Acho, na verdade, que naquela época um fora não me afetaria como agora. Parece que os homens envelhecem e, de certa forma, aprimoram essa habilidade maldita de machucar um coração.
Me vejo congelada pelo tempo passado, a algum fora que tenha me machucado tanto que hoje não sei o que esperar além da repetição dele... Como um eco ruim...
Por mim gritaria o amor cada vez que o visse, pularia no seu colo, esperaria um beijo... mas, ao contrário dos meus sonhos de "imaturidade madura", eu congelo... Olho pra ele sem ação, fico nervosa como adolescente que um dia fui e que nunca se perdeu... Faço caretas horríveis, dou cortes desnecessários... torno-o inseguro com minha insegurança.
E aí começam os "serás" e "e ses"...
Será que ele sente o mesmo?
E se eu tentar...
Será que ele me aceitaria?
E se recusar... onde esconderei minha cara?
Meu coração para diante da ideia... olha pra realização de meus sonhos adolescentes como se fosse necessário atravessar aquela frágil ponte sobre o abismo... Mas a verdade é que eu quero. Quero muito. Desde o primeiro dia... desde o chocolate oferecido apenas para provocar... eu o quero!
E não sei como falar disso, não sei como me abrir pra isso... Não sei nem mesmo se isso existe! Só sei quero, desde aquele dia... todo dia.

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♫É você - Tribalistas

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Sobre a louca que escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas me chamam de Sol! Tenho 31 anos, estou tentando me reapaixonar por tudo o que escolho... Sou formada em Biblioteconomia, recém-convertida católica (ainda que batizada desde 1995), estou aprendendo a lidar com a ansiedade e tenho pensado em tentar falar sobre a luta e o aprendizado diário... Viver requer paciência, e eu não tenho.