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Dica de livro - Anna e o beijo francês (Stephanie Perkins)

Fonte de imagem: Livros e bolinhos
Olá, pessoas!
A nossa dica de hoje é um livro beeeeem adolescente que conquistou meu coração.
Eu conheci o livro através de minha amiga secreta que me mandou o folheto (livreto?) do livro junto com o meu presente. De primeira eu fiquei curiosíssima com o livro porque as características do pai da Anna batiam com as características do Nicholas Sparks (autor famoso, de bronzeado laranja, camisas gays e um assassino literário... Sempre mata algum personagem de forma trágica).
Chorei tanto pelo livro que meu lindo namorado me deu de presente de natal, mas, por causa da monografia, minha leitura se atrasou muito e só li ele agora em abril.

SINOPSE (via Skoob)
Anna Oliphant tem grandes planos para seu último ano em Atlanta: sair com sua melhor amiga, Bridgette, e flertar com seus colegas no Midtown Royal 14 multiplex. Então ela não fica muito feliz quando o pai a envia para um internato em Paris. No entanto, as coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um lindo garoto -que tem namorada.Ele e Anna a se tornam amigos mais próximos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Anna vai conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?
No começo, eu não fui com a cara do livro... Demorei a me acostumar com a forma confusa com que a Stephanie Perkins narra a história. Me incomodava imaginar uma pessoa falando determinada fala e em seguida descobrir que, no mesmo parágrafo, falaram 2 personagens distintos.
Mas o livro foi me conquistando... Me conquistando...
Como todos sabem, leio 2 livros ao mesmo tempo. Sempre pego um pequeno e um maiorzinho (o pequeno pra ler no ônibus e o maiorzinho pra ler em casa). E eu simplesmente ignorei que o Beijo Francês era o maiorzinho e comecei a trazer ele pro trabalho e lia no ônibus ou em um intervalo...
Eu me apaixonei pelo St. Clair... Ele faz o meu tipo de homem! Sabe aquele cara que é todo sério, mas quando todos se afastam ele se solta... Mas, às vezes, ele é todo brincalhão com um grupo e quando tá contigo só falta meter a cabeça na terra?
Eu gosto de garotos de fases, garotos que assumem o medo e encaram por amor... (O que foi a cena da torre de Notre Dame?). 
A autora tem uma forma muito gostosa de apresentar o lugar que é o pano de fundo da trama. Tipo, ela não te trata como se tu fosse obrigado a conhecer Paris! Existe um grupo que conhece e a Anna que nem francês sabe!
A Anna, aliás, me fez imaginar como seria minha vida em outro país! 
Nunca senti vontade de conhecer a Europa como agora... O modo como ela descreveu ingleses e franceses me encantou... O povo rindo das tentativas da Anna de falar fluentemente francês, a colinha que ela levava pro cinema pra poder pedir ingressos... Depois ela ensinando inglês pro cara do cinema e ele passando um pouco de francês pra ela... São coisinhas que despertam na gente a vontade de fazer também, de viver aquilo.
E as descrições dos pontos turísticos? Cara! Soma isso ao modo como ela descreve a cidade, a cultura, como fala dos autores e explica questões relacionados ao lugar... Eu me senti na frança! Até vou lá com mais frequência no The Sims!
Fantástico!
O começo do livro foi terrível pra mim, mas o meinho pro fim eu só fiquei na curiosidade... E me envolvi de tal forma com a história que hoje eu penso e sonho muito com os personagens!
Quase no fim do livro a Anna sofre bullying na escola, e isso me lembrou a época em que eu era estudante, em que tive problemas com pessoas da minha turma... Eu me senti um pouco sufocada nessa parte do livro por tudo o que passei.
Enfim... Falando demais já!
Deixo vocês com algumas frases do livro!

<Eu sempre esqueço de marcar minhas próprias frases...>
"Quem manda os filhos para um internato? É tão Hogwarts. Só que no meu não tem feiticeiros bonitinhos, balinhas mágicas ou aulas de voo"
"Só estou dizendo que... todos os amigos brigam"
"Quanto mais você sabe quem você é e o que quer, menos você deixa que as coisas te chateiem" - uma frase de um filme que Anna está vendo.
"E percebo.. que está tudo bem. Tudo bem se St. Clair e eu nunca fomos mais do que amigos. Sua amizade sozinha me fortaleceu de uma forma que nenhuma outra conseguiu. Ele me tirou do quarto e me mostrou o que é ser independente. Em outras palavras, ele era exatamente aquelo que eu precisava. Eu não me esquecerei disso. E certamente não quero perder isso."
"Eu a amo como certas coisas obscuras são amadas, secretamente, entre a sombra e a alma" (St. Clair cintando Neruda)
" - Porque ela está com ciúmes! Anna, eu estava lá na primeira noite que ele te ligou. Eu vi como ele olhava para você nas fotos - Eu protesto, mas ele interrompe. - Qualquer cara que seja homem de verdade seria louco de não gostar de você"
" - Eu amo Paris - digo
- E tenho certeza de que Paris a ama também"
"Eu não quero que isso acabe. Eu não quero ficar sozinho."
"Há poucas coisas piores que alimentar sentimentos por alguém que você não deveria."
"- Anna. Ele está sempre pegando no seu pé. É a clássica síndrome-do-garoto-correndo-atrás-da-garota. E, quando qualquer outra pessoa faz isso, ele sempre fica do seu lado e diz para irem se danar."
"Então, o que peço? Algo que não tenho certeza de que quero? Alguém que não tenho certeza de que preciso? Ou alguém que sei que não posso ter?"
“Ele disse que eu sou linda, mas eu não sei se é um flerte, ou um modo dele de ser amigo-de-todo-mundo, ou se isso veio de alguma coisa pessoal.”
“Qualquer cara que seja homem de verdade seria um louco de não gostar de você.”
"Mas eu poderia estar confundindo amizade com alguma coisa maior, porque eu queria confundir com alguma coisa maior."
"Sinto falta de Paris, mas lá não é minha casa. É mais algo do tipo sentir falta…disso. Desse calor pelo telefone. É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar? Bridge costumava ser meu lar. Talvez St. Clair seja meu novo lar. {…} Isso é estar em casa. Nós dois."
"- Você está recolocando todas as coisas que eu coloco no lugar. - Ele aponta para minhas mãos, que estão arrumando o elefante. - Não foi educado da minha parte entrar e começar a tocar as suas coisas.
- Oh, tudo bem. - digo rapidamente, deixando de lado o personagem. - Você pode toar em qualquer coisa minha que quiser.
Ele congela. Um olhar malicioso passa pelo seu rosto antes que eu perceba o que acabei de dizer."
"Eu adoro quando ele ergue uma sobrancelha quando digo alguma coisa que acha inteligente ou divertida. Adoro ouvia suas botas batendo no teto do meu quarto. Adoro que o acento no seu primeiro nome seja agudo, e que ele tenha um sotaque lindo. Eu amo tudo isso".
"Por que as pessoas certas nunca ficam juntas? Por que as pessoas têm tanto medo de sair de um relacionamento mesmo sabendo que não é um relacionamento bom?"
"Adoro me sentar ao lado dele na aula de física. Encostar nele durante as aulas de laboratório. Sua letra feia nas nossas folhas te trabalho. Adoro entregar sua mochila quando nossa aula acaba porque assim meus dedos ficam com seu cheiro pelos próximos dez minutos. (…) Adoro sua risada de menino, suas camisetas amassadas e seu gorro de crochê. Adoro seus grandes olhos castanhos e o modo como ele morde as unhas, e gosto tanto do seu cabelo que eu poderia morrer. Só tem uma coisa que eu não gosto nele. Ela."
“Em outras palavras, ele era exatamente aquilo que eu precisava. Eu não me esquecerei disso. E certamente não quero perder isso.”
Anna e o Beijo Francês é nossa dica de hoje!
Espero que vocês curtam muito a leitura!
Bisous!
Jusqu'à la prochaine fois!
(Sim, gente, usei o tradutor! =P)
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♫ Cara estranho - Los Hermanos

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Sobre a louca que escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas me chamam de Sol! Tenho 31 anos, estou tentando me reapaixonar por tudo o que escolho... Sou formada em Biblioteconomia, recém-convertida católica (ainda que batizada desde 1995), estou aprendendo a lidar com a ansiedade e tenho pensado em tentar falar sobre a luta e o aprendizado diário... Viver requer paciência, e eu não tenho.