domingo, 9 de março de 2025

Tem coisas que a gente não devia esquecer...

 


Perdi a conta de quantas vezes fui machucada pela mesma amizade, sem nem entender o que faltava para eu colocar um limite.

Às vezes, amizade é só uma ilusão, sei lá. Um troço que a gente idealiza e fica ali, perdendo tempo, achando que o outro nos vê com o mesmo carinho e respeito... até que um mal-entendido acontece e paah – tu só quer fugir pras colinas, pra um canto mais confortável, longe das pessoas e, principalmente, dessa amizade.

Uma amizade que poderia ser eterna, se não causasse tanto desconforto.

Esse ciclo, que espero ter fechado de vez agora, já me deixou em muitas situações ruins. E, por muito tempo, parecia que eu só estava esperando que ela me mandasse embora de vez... como se o limite tivesse que vir dela, e não de mim.

"Fica aí... me maltrata quantas mil vezes você quiser, eu me refaço".

Não devia ser assim… Eu não devia ter me metido tão fundo nisso.

Era pra eu ter ido embora na primeira vez que percebi que os amigos dela riam de mim… e ela parecia achar graça.

Era pra eu ter ido embora quando ela foi falar com o cara que eu disse que gostava, flertou com ele e depois veio me contar – rindo de novo – que ele disse que eu me vestia como a empregada dele e que queria era ficar com ela... E nos dias seguintes seguiu me contando o que ele falava na troca de mensagens dele, as brincadeiras que fazia na escola, as vezes que pediu pra ela ficar com ele... Eu podia ter dado meu limite.

Era pra eu ter ido embora todas as vezes em que ela me pedia pra ficar porque não queria ficar sozinha com os caras que ela mesma chamava pra casa dela… mas depois reclamava com eles que não dava pra ficar porque eu estava lá. E eu ia ficar chateada. E eles me tratavam mal pra eu me tocar e ir embora. E ela ria... E eu ficava lá, desconfortável, mas achando que eu tava ajudando alguém, porque ela me pedia "pelo amor de Deus" pra não ir...

Se, em todas as humilhações que eu sofria, ela achava graça… por que raios eu ficava?

Amizade não é humilhação. Não é submissão. É companhia. É colo. É acolhimento.

Se ela fazia coro com as risadas, o que mais eu tava esperando pra ir embora?

Falando em acolhimento… e aquela vez em que ela me ligou pedindo ajuda pra escolher a roupa do encontro, e eu disse: ‘não dá, meu avô morreu’? E ela apareceu na minha porta, mesmo assim, só pra me mostrar a roupa do encontro. Já que eu não queria ‘me distrair’ ajudando ela a escolher...

Já passei por cada coisa nessa amizade que ninguém tem ideia... Nem nunca terá.

Foi essa pessoa que me chamou de infantil essa semana.

A mesma que recebeu dicas de ajustes como se fossem um ataque pessoal.

A que reclamou que eu não sabia tratar clientes… esquecendo que ela era minha amiga e ignorando que eu falei que a minha mãe não estava bem... Sempre enxergando apenas o lado dela. 

"Ela é assim desde criança… tu já devia saber".

Juro que recebi isso com surpresa. Foi quando revisei toda a nossa amizade… e me dei conta das reclamações que fiz ao longo dos anos – nos meus diários, aqui no blog…

Reclamações sobre não ter uma amizade que acolhia. Sobre não poder desabafar sem que, em algum momento, minhas próprias palavras se virassem contra mim... Lembrei, finalmente, por que parei de falar com ela antes do nosso último hiato de amizade: ela disse que minhas opiniões não valiam porque eu não era mãe.

E disse isso sem hesitar, sem se preocupar.

Sem nem saber o que eu sentia sobre o fato.

Ela escolheu o tom em que ia receber minha mensagem. E, claro, não foi o mesmo tom com que eu enviei.

E fiz do limite dela o meu, quando era pra ser de outra forma desde o início... Eram minhas dores o limite. Era quando ela me machucava que eu devia ir embora.

Ela me chamou de infantil. Disse que eu era uma péssima profissional. Que me pagaria por um serviço incompleto… sendo que estava completo. E além.

Eu observei aquilo como se estivesse fora do meu corpo.

Não havia nem cobrado ela (sempre envio o valor antes de entregar o trabalho – já tinha dito isso no dia anterior, quando muita gente não entendeu quem eu cobrava, uma brincadeira com um amigo meu)...

Ela falou coisas como se não me conhecesse. E, naquele momento, eu percebi que, de fato, não conhecia ela.

As escolhas de palavras eram ruins. Cruéis.

Nenhum cliente jamais me chamou de infantil. Nenhum disse que eu não sabia responder uma dúvida... Eu estava cansada, estava sem paciência...

Eu podia ter deixado passar.

Mas ela me ofendeu como nenhum amigo de verdade faria.

Basta um mal-entendido pra gente perceber que algumas mãos a gente solta antes que elas nos deem um tapa.

Só espero que dessa vez eu não esqueça... E não permita voltar quem há muito tempo já devia ter partido.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Fala com os velhos

Imagem gerada no Copilot depois de muita briga com o aplicativo e avisar ele várias vezes que a velha não é tão simpática e eu não sou tão magra…

Uma senhora daquele lugar agora volta e meia me pede para acompanhá-la na caminhada do trabalho até o Bairro de Fátima. Ela não fala comigo o dia todo no trabalho (até me xinga), mas quando dá 17h, ela vai no arquivo e pergunta se vou com ela. Só digo: claro.
A nossa relação se tornou isso. Encontro com ela às 13h30, horário que ela chega, e vou lavar a louça do almoço. Dou meu berro, que quem convive tem ideia... Ela se encolhe resmungando e sai falando mal de mim numa ligação que não existe. Acho que o telefone dela nem tá funcionando.
Às 15h, quando vou lavar a louça do lanche, ela me xinga de coisas que não consigo entender. Algo entre abestada e vagabunda, eu fico rindo, ela se zanga... Às 16h, ela aparece na minha sala para tomar café. Às 17h, ela pergunta se vou pelo Bairro de Fátima.
Não tenho carro. Moro no Angelim. Trabalho nas Cajazeiras. Respondo: "Claro...". Isso começou no dia que a vi subindo sozinha indo para casa na chuva. Sem capa. Sem sombrinha. Corri até ela e, sabendo do orgulho dela, perguntei se ela ia para o correio da Areinha.
Até falei no twitter (X) do dia que tinha aprendido a ir ao correio a pé... Ela ficou feliz em me ensinar. Porque ela tem disso. A velha é doida, gente. Ela me ameaçou bater de pau no meu primeiro dia. Com alegria, ela me levou.
Ela é doida, mas tem um coração bondoso. Ela te odeia, mas se te ver passando por qualquer aperreio, ela te ajuda. Ela ama ajudar. Ela ama resolver. Ama se sentir útil.
Segunda vez que a vi indo embora, vendo que a senhora que sempre vai com ela não estava, eu disse que ia na casa da Denise (minha amiga que só fui uma vez na casa, na época da faculdade... Só lembro que passa pela igreja) e perguntei se poderia ir com ela. Em todas essas vezes, eu subia para pegar ônibus na Alemanha, porque não tinha ideia do que passava ali. E fica muito estranho para ficar parada em qualquer ponto. É uma avenida cheia de lojas de peças de carro, todas fecham 18h.
Aí ela passou a me convidar quando a moça que vai com ela também está. E diz que sou legal. Mesmo eu passando a tarde ouvindo ela me escatitar da sala de meu amigo que fica na frente da cozinha.
Só que eu não sabia o que inventar para a moça de eu estar descendo com elas... É só legal. Eu sou andante. Uma romeira. Eu amo ver as casinhas velhas do Belira. Parece que todo dia brota uma casa nova. E tem o barbeiro que vende farinha. É uma área engraçada e movimentada. Só gosto de ver… Não tenho o que fazer.
Hoje a gente estava lá no cruzamento da Areinha. As duas velhas sentadas e eu observando o povo passando. Rindo sozinha de estar no ponto de alguém (tendeu? Tendeu?). Falando mal dos outros. Tramando lanches. Quase 30 minutos lá parada olhando o tempo.
Mas o mais interessante não foi hoje, foi ontem. Quando a que normalmente me acompanha nessas aventuras resolveu falar porque ela está tão calada. A velhice é solitária e castiga, criança. Tendo oportunidade, puxa um papo com um velho. Dá atenção.
A moça falou que queria fugir para não atrapalhar a vida de ninguém. Olha que troço forte de uma senhora de 64 anos. Eu também sou doida e não tenho filhos. Sei nem se vou estar lúcida nessa idade, já que com 38 anos a coisa é bem duvidosa. Enfim. Fala com os velhos.
P.S.: toma cuidado quando for ajudar um velho em uma rua escura e pouco movimentada... Eles podem pensar que você quer assaltar. A maioria é cardíaco.

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¹ A postagem original foi publicada no substack que eu tava usando, programei para a mesma data.

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Precisamos conversar


Não de passagem, não por educação... De verdade!
Quando eu pergunto se tá tudo bem e falo do nada como se não tivesse há anos em outra dimensão... Eu tô dizendo que eu estou com saudade de você. E é verdade.
Quando pergunto se tá tudo bem, não estou ignorando o fato de que você casou (e eu soube por redes sociais) e teve filhos (que criança linda, perdão aí não ter curtido todas as fotos e dito que a criança é linda, mas... Rede social não é tudo e tu também não pergunta da minha família... Que eu tenho desde que nasci).
Eu sou a pessoa que vive em seu mundo (e pelo menos esse eu posso dizer que é próprio, hein? Que conquista!), mas quando pergunto se tá tudo bem, estou falando de tudo. E isso inclui todo o teu mundo. Os pais que tu já tinha, os irmãos, os amigos, os filhos que são novidade, o "congi", o cachorro (ainda tá vivo?), os gatos (eu só citei pra não ser tão excludente... fodam-se os gatos...), os teus B.O., aquela espinha que te irritou a última vez que te vi... E tuas amiguinhas lá?
Amigo, o "tudo" do "tudo bem?" é tudo... Se tu não falou dos teus filhos não foi porque eu não perguntei, foi porque tu não quis.
Não diz por aí que não me importo, que nunca perguntei... Tá lá a pergunta. Se nesses anos todos eu não fui na tua casa foi porque tu não convidou (mentira, eu sou uma vaca mentirosa... Eu não ia mesmo) e se não conheci nenhuma criança que tu pariu (ou alguém pariu por você...) a culpa não é minha. Tinha espaço nos milhares de convites que te fiz. Nas coisas que a gente sempre fez antes, cabia uma criança correndo e eu também iria atrás dela.
Tem hora que falo amigo e hora que falo amiga porque cada trecho é pra uma pessoa... Pessoa que tem amizade comigo, ou teve, ou não quer mais ter...
Quando eu perguntar pra ti se "tá tudo bem", me fala de tudo. Tudo e todos. Bora falar mal dos outros. A gente é massa.

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¹ A postagem original foi publicada no substack que eu tava usando, programei para a mesma data.

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Saudade do que a gente não viveu

Pedi ajuda do copilot pra preencher as imagens que não temos…¹

Falta tanta coisa na nossa vida real.
Faltam as pessoas que morreram, e não deveriam. Faltam as pessoas que sumiram, mas não deveriam. Falta o contato diário que não aconteceu mais, pois se perdeu no tempo e na falta dele.
E se nada disso tivesse acontecido?
E se a gente tivesse apenas dormindo e acordasse com o corpo quente e suado de um sono bagunçado no meio da tarde no sofá?
Nada de bom nos aconteceu, nada de ruim também. Quem será que nesse outro plano não faria parte de nossa vida?
Eu já tive sonhos absurdamente reais de me imaginar com um bebê lindo no colo e ver ela (sim, menina) crescendo e no final acordar com o mesmo vazio… Onde está aquela criança? Como consegui inventar tão bem aquela “não realidade”?
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¹ A postagem original foi publicada no substack que eu tava usando, programei para a mesma data.

domingo, 23 de junho de 2024

Não existe categoria pra gente

 

Estou usando imagens de copilot tentando melhorar isso…

Como faz? Como começa?
Já tentei de tantas formas voltar. Mas penso na idade… No meu primeiro blog eu tinha só 22 aninhos…. 15 anos se passaram. Tem noção?
Apesar de perceber que minha mente ainda é daquela adolescente tardia e boba que não tem meio e nem jeito de falar tudo que sente, estou aqui.
Achei a plataforma que queria, mas apanhei pra começar. Em que classificação em vou? Cultura? Às vezes falo de livro, filme e música… Pode ser cultura. Humor? Mas eu vivo triste, sou engraçada nos dramas poucas vezes… Coloquei os dois. Mas quero um diário pessoal. Uma carta para os amigos que perdi.
Talvez reencontre alguns com essas poucas linhas.
Quero falar de meus sentimentos sem ficar calculando muito “com quem posso conversar isso?”… Seria a menina que me joga as coisas na cara sempre que se vê infeliz com a própria vida? Seriam aqueles amigos que a gente nunca tem certeza se tá forçando amizade ou se são amigos mesmos? Seria aquela que sempre te convida pra conversar, mas quando se deixa tem sempre aquela sensação que falou demais e não confia nela o suficiente e…. É muito difícil escolher amigo pra conversar. Competição de drama, soluções não solicitadas, reviews dos seus problemas sempre….
Espero não incomodar os outros como fiz no Bibliotecária Escandalosa¹.
Eu parei lá por isso.
Comecei a pensar demais nas coisas que escrevia por que alguém chorou e me procurou pra conversar sobre meus desabafos, isso me deixou no chão, com medo.
Acho que o maior pesadelo de quem se entrega nesses desabafos é ser descoberta e machucar alguém.
A ideia nunca foi essa.
E… Espero que dessa vez seja diferente.

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¹ A postagem original foi publicada no substack que eu tava usando, programei para a mesma data.

domingo, 4 de abril de 2021

Estamos de mudança

Olá, crianças.

Por uma questão de cansaço em sua essência mais pura, mudei o blog para o Tumbrl e também mudei de nome... Mas não tô escondida.
Eu queria só recomeçar sem toda essa confusão que o antigo nome traz, sabe? Sem precisar explicar que o Bibliotecária Escandalosa não tem nada a ver com curso, área, profissão... É só sobre a guria que fala gritando, é só sobre os sentimentos e a vida dela.
Criei o Estranha Sol pra sair um pouco disso.
Se você sabe sobre o que eu escrevia, gostava e quer continuar acompanhando... Segue lá no Tumblr, no Instagram e no twitter.

Seguem os links: 

Obrigada pela companhia todos esses anos. Eu sempre estarei por aí derramando minhas ideias sem concordância verbal, nominal e cheia de erros de ortografia.

sábado, 20 de março de 2021

Todo relacionamento é uma via de mão dupla

Hoje vamos falar sobre amizades que acabam porque, aparentemente, nós sumimos.
Um fenômeno estranho que acontece mesmo teu (meu) perfil em todas as redes sociais ser o mesmo, público, teu (meu) número estar disponível na capa, nas bios e, aparentemente, você (eu) praticamente ter colocado um outdoor na porta da casa da pessoa dizendo "migs, esse é meu número, se precisar é só chamar" (🎶estamos todos juntos é a turma do pateta e tals🎶). Ou ido lá na casa e colocado "oi" e clicar em enviar pro teu (meu) próprio contato.
Eu, honestamente, não sei o que as pessoas esperam de mim em nenhum tipo de relacionamento. Ninguém pergunta como tô, ninguém inicia uma conversa sem interesse apenas por saudade de conversar (gente, é possível iniciar uma conversa sem desculpas)... Aí quando encontra a pessoa ainda me solta um "VOCÊ não falou mais, VOCÊ sumiu".
MORO NA MESMA CASA DESDE 1989! MEU NÚMERO É O MESMO DA ÚLTIMA CONVERSA!
O povo quer que a gente pergunte por eles, mas nunca nem se deram ao trabalho de perguntar também por nós. Querem que a gente fale com eles, mas nem iniciam a conversa.

Cara, se tu quer falar... Diz "oi".
Relacionamento não é só eu indo atrás de você.
Não é só eu perguntando por ti. Não é só eu indo em tua casa (e nem vou, nem venha na minha... Pandemia, tá?).

Estranhos, vocês tem total liberdade de não falar com quem não quer... Mas dizer que sumiu? Fala sério, né?

Em 2021 ninguém se esconde.

sábado, 13 de março de 2021

Não exponha o teu fundo do poço...

Precisando abrir o coração e no desespero jogou na internet achando que a curtida era apoio, mas não pensou que pode ser "gostei, olha a besta lá sofrendo"?
Manas... Espera a raiva passar, guarda teu luto sem platéia, te ama de verdade e espera passar a dor do fim da tua relação... O mundo não precisa conhecer o teu fundo do poço. Nem todo mundo torce por ti.
Tu não precisa postar foto bebendo 1 hora depois do namoro acabar pra dizer que superou qualquer coisa. Dói mesmo, dói pra todo mundo...
Tu não precisa colocar "luto" pra dizer que perdeu alguém e tá de sentimento (vira até piada a tua foto com luto e os status de festa).
Você não precisa ser uma artista e fingir que a vida tá boa, não precisa fingir que tá bem. Dá pra viver sem expor.

Tomei muitos soros sem foto e consegui recuperar também.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Dica de Filme - Beleza Oculta

 


"Amor, tempo e morte. Essas três abstrações conectam os seres humanos na Terra. Tudo que desejamos, tudo que tememos não possuir, tudo que, no fim, acabamos comprando. É porque, no fim, ansiamos por amor, desejamos ter mais tempo e tememos a morte".
Ficha técnica
Título: Beleza Oculta (Collateral Beauty)
Ano de produção: 2016
Direção: David Frankel
Duração: 94 minutos
Gênero: Drama
Tenho medo de falar sobre o filme e encher quem não viu de spoiler. O filme foi uma indicação do Max e eu tava meio assim de assistir, porque Max tem um gosto duvidoso pra filmes (brincadeira!). Eu amo assistir indicação, eu não sei ver filme se não for indicação ou escolha de alguém, aliás.
Eu vou colocar a sinopse aqui pra não cair no erro de contar mais do que devo, porque eu realmente sou muito perigosa falando sobre filmes, livros... E o gostoso desse filme é perceber as coisinhas que tão ocultas (como o nome diz).
Assiste aí e fica bem atendo aos detalhes.
Depois me conta e indica mais.

Sinopse
Após uma tragédia pessoal, Howard (Will Smith) entra em depressão e passa a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor - algo que preocupa seus amigos. Mas o que parece impossível, se torna realidade quando essas três partes do universo decidem responder. Morte (Helen Mirren), Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley) vão tentar ensinar o valor da vida para o protagonista.

domingo, 17 de janeiro de 2021

10 "corra melhor" para fazer do que ficar cuidando da vida alheia...


1 - Vai pra praia e se for comer caranguejo me chama;
2 - Escreva um diário sobre a própria vida pra lembrar onde tu parou de viver ela;
3 - Estude para virar alguém na vida e não ser apenas um espírito obsessor;
4 - faça caridade! se quer cuidar de alguém, que seja doação e oração;
5 - caminhe! a caminhada ajuda a gente a refletir sobre a própria vida e o calo vai ser uma ocupação pra cuidar depois;
6 - Ouça boas músicas (evite aquelas que te fazem lembrar uma boa fofoca pra ficar chamando os outros em whatsapp);
7 - aprenda novas receitas, principalmente aquelas que tem que ficar perto do fogo mexendo a panela... é uma forma de tá longe de celular;
8 - cuide do filho dos outros ou dos teus se tiver... sempre falam que se você tivesse filhos não teria tempo pra nada, a linha pode ser essa;
9 - vai dormir! dizem que os bebês quando estão chatos é porque precisam dormir, isso pode funcionar com você também;
10- apenas tire um tempo pra se conhecer...
se você passa tempo demais procurando defeito nos outros é porque algo está muito mal com você. se você não consegue ver qualidade nenhuma em ninguém, a falha é muito tua.
eu nunca falei tão sério.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Faz tempo, hein?


Hoje tava pensando em tudo que aconteceu na minha vida no último ano e pensei... Se já não sou quem eu era no começo do ano passado, imagina o quanto mudou 12 anos!!!
E foi por isso que decidi fazer essa postagem um pouco tosca, mas... Bora tentar me reapresentar respondendo sobre quando comecei (3 de janeiro de 2009) e como está agora (11 de janeiro de 2021).
O blog está praticamente sob nova direção, beninas tutu pom!

:: Idade ::
2009 - 22 anos.
2021 - 34 anos.

:: Profissão/Estudo/Ocupação ::
2009 - Eu era estudante de Biblioteconomia, acho que estava no 4° ou indo pro 4° período. Era bolsista na UFMA.
2021 - Hoje sou graduada em Biblioteconomia, já tive experiência em bibliotecas escolares e universitárias, já atuei como secretária escolar (onde fui muito feliz, inclusive). Mas hoje, infelizmente, estou na estatística do desemprego. Aproveitando pra estudar, aprender coisas novas, cuidando da saúde e da família, organizando a vida...

:: Namoro ::
2009 - Eu não tava namorando. Tinha tido uma experiência desastrosa no meu tão sonhado primeiro beijo. Estava começando a me "corresponder" com o Nando, com quem passei quase 5 anos. Nessa época a gente tava trocando scrapbook no Orkut e email Kkkkkkkkkk.
2021 - Eu estou hoje no meu 6º namoro (galinhoooona). Eu e o Felipe já tâmo junto fazem 2 anos e 5 meses. O namoro está sobrevivendo a pandemia, estamos namorando à distância. Por causa da pandemia, o Lipe teve que ir morar com a mãe numa outra cidade. Volta e meia vou lá, ele vem por aqui ver o filho e ficar comigo também. A gente tinha plano de morar junto em 2020, mas aconteceu o que aconteceu com os planos de todo mundo.

:: Amizade ::
2009 - Em 2009 eu dava valor demais aos meus relacionamentos fora de casa. Vivia na casa da Mann (com quem não falo mais), andava pela UFMA com a Raquel (com quem também não falo mais), mas o que eu mais gostava na época era conversar com o Guii e o Duriaux (com quem ainda falo).
2021 - Eu já sofri tanta decepção quando o assunto é amizade que dá até medo dizer que tenho amigos. Mas ainda hoje falo com o Guii (e amo esses momentos). O Lipe, que é namorado, mas é um grande amigo. A Ludmilla e a Thay com quem mantenho um grupo de terapia fake eu considero amigas (ou é o mais próximo de amizade)... a Andressa e a Denise são pessoas com quem também converso muito. Mas ter amizade comigo é praticamente pisar em ovos. Tem dias que eu tô bem dada, dias que eu não quero papo. Quem compreende isso sobrevive.

:: Mora com quem ::
2009 - A casa era cheia em 2009. Tinha Júnior, Isaura, Aninha, Mamãe, Papai, Bolinha, Luck Tina... Volta e meia vovó vinha ficar com a gente também.
2021 - Hoje é só eu, Mamãe, Aninha e Papai. Júnior mora com a namorada, Isaura casou e tem 2 filhas lindas e 2 cachorros... Perdemos a Vó e os cachorros.

:: Filhos ::
2009 - Eu era virgem.
2021 - Abençoados métodos anticoncepcionais. Quero ter um dia, mas lá mais perto dos 40 talvez e se vier.

:: Sonho ::
2009 - Me formar, casar e ir morar no interior.
2021 - Passar num concurso. E não deixar faltar comida em casa.

:: Medo ::
2009 - Nunca namorar.
2021 - Perder meus pais.

:: Livro ::
2009 - O poderoso chefão (eu lia bem mais nessa época... Maldito whatsapp).
2021 - O som do nosso coração

:: Filme ::
2009 - O casamento do meu melhor amigo
2021 - Tudo bem no natal que vem

:: Série ::
2009 - The O.C.
2021 - Grey's Anatomy

:: Música ::
2009 - Numb
2021 - Sou casa

É isso, estranhos... Não consegui lembrar de mais nada pra comparar. Se eu lembrar de mais algo, eu coloco aqui e vou complementando.
Por enquanto é só.

domingo, 10 de janeiro de 2021

Esse é um post muito pessoal

Eu talvez pareça muito metida à celebridade ao declarar "desculpa, mas não quero falar da minha vida (com você)", mas, na real, tem sido basicamente isso. Tenho sido cercada por perguntas demais a cerca dos planos pro futuro, do meu relacionamento, do trabalho, dos estudos, do que eu tô fazendo da vida... Gente, não interessa. 
Se eu quisesse contar meus planos, eu chegava e contava. Mas tô num momento que prefiro ficar na minha, suave, de boa... Sem expor sonhos, sem falar de planos, sem revelar o que faço offline (porque, graças a Deus, The Sims ainda é offline kkkkkkkk)...
As pessoas não interpretam o silêncio como a resposta mais adequada/educada a qualquer pergunta que não quero responder.
Já se sentiu assim? Sendo cercado de todas as formas. Recebendo até ligações porque não respondeu e tá online? Se obrigando a desligar o celular (ou colocar em modo avião pra continuar ouvindo música) por causa da insistência de alguém que não sabe esperar? Pessoas que as vezes tu não tem intimidade nenhuma te exigindo o teu tempo, ligando de madrugada!!!!
Eu quero ser leve, mas tem sido difícil manter amizades esses tempos... As pessoas exigem muito e estão o tempo todo achando que porque você está online tem que responder, tem que falar com elas... Isso é dodói, gente, é tóxico.
Dêem às pessoas o tempo que é só delas.
Eu bloqueei muita gente ano passado por provocações sobre falta de resposta, eu fechei ciclos de amizade de anos pela exigência de atenção, abri mão de trabalhos... E, digo mais, esse ano tô menos paciente ainda.
As pessoas podem estar online e indisponíveis (pra você e pro mundo). Elas podem estar ali por uma simples obrigação profissional, elas podem estar no momento de lazer delas... Elas podem simplesmente não querer falar com você e, infelizmente, não existe forma delicada de dizer pra pessoa que, né...
Silêncio é resposta.
Aceita.
Cuide de você.
Segue a vida.
Seja leve.

P.s.: o post é sobre minha relação de amor e ódio com um aplicativo chamado whatsapp e o quanto as pessoas acham que são íntimas e podem se meter na minha vida. Não é sobre eu "ser famosa e ter fãs"... Espero que o dodói de vocês não leve pra esse lado.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Criadora de conteúdo


"Ela agora tá desemprega e disse que é criadora de conteúdo".
"Que conteúdo que ela cria?"
"Mirmã, não sei... Olha lá no perfil dela".