sábado, 22 de fevereiro de 2014

[Dica de filme] Meu mestre, minha vida

Fonte de imagem: Cantinho da educação
Eu já tinha assistido esse filme várias vezes na Sessão da tarde (o filme é de 1989, eu sou de 1986... Tivemos uma longa jornada juntos). Mas hoje eu assisti com um olhar mais crítico. Estávamos hoje na aula de Psicologia da Aprendizagem e a professora expôs várias histórias de conflitos professor X aluno. Daí, quase no fim da aula ela citou esse filme. Ela contando a história, eu já reconheci como um filme típico da Sessão da tarde, mas ela começou a fazer as críticas que cabiam à disciplina e eu me interessei por assistir de novo.
Eu ando meio ansiosa e nunca consigo terminar de assistir os filmes que eu começo... Mas, hoje foi bem diferente!
O filme aborda várias situações que acontecem realmente em escolas... A falta de limites dos alunos, a falta de disciplina dos professores, briguinhas de egos, questões políticas... O filme é de 1989, mas é tão atual!
Enfim... PERFEITO!

SINOPSE (via Cantinho da educação)
O filme tem início na década de 1960, onde o professor Clark muito carismático tem uma relação extremamente próxima e produtiva com seus alunos, mas por não concordar com algumas normas da escola e discutir com a equipe acaba indo embora. Após isso o filme dá um salto de 20 anos, a mesma escola está bem diferente: alunos violentos que inclusive agridem fisicamente os professores, traficam drogas entre si, um verdadeiro caos. O mesmo professor, agora mais maduro e experiente parece ser o único que pode reverter a situação e é designado diretor da escolae ao chegar demonstra uma postura extremamente inflexível chegando ao ponto de humilhar sua equipe, deixando bem claro que ninguém além dele fala em "suas reuniões". A relação orgânica com as equipes pedagógicas e administrativas é autoritária, poucos tem acesso a ele, que de certa forma se posiciona de forma superior diante de todos, decidindo sozinho como e quais ações serão realizadas.O envolvimento com a comunidade é de medo, ele quer manter distância.
Mesmo tendo boa parte da história ambientada na década de 1980 é um filme atual, sendo um belo exemplo da grave situação em que muitas escolas se encontram atualmente, e dos desafios que diretores, professores e todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem enfrentam, e que vão além da sala de aula.
"Meu mestre minha vida" é um filme que deve ser assistido também pelos profissionais da educação que ainda não são gestores, que muitas vezes criticam seus superiores sem conhecimento de causa, colocando-se somente na posiçao de vítimas em algumas situações em que acreditam sãp prejudicados, pois evidencia as muitas dificuldades e cobranças do cargo.
Não estou aqui defendendo a postura autoritária do diretor Clark, pelo contrário, acredito que o processo de gestão acontece de dentro para fora, para ser uma autoridade não é necessário ser autoritário, para obter bons resultados um gestor deve conquistar aliados, trazer a comunidade para dentro da escola, trabalhar em parceiria com todos os membros da comunidade escolar, mas existem regras, leis que devem ser cumpridas e é importante que todos saibam disso, diante disto a gestão deve ser transparente e acessivel, sem deixar de ser responsável, lembrando que lidar com relações humanas é uma arte, e essa sem dúvida é uma das muitas tarefas, e talvez a mais difícil de um gestor da atualidade.É interessante também que os alunos e pais de alunos assistam ao filme haja vista que foi inspirado em fatos reais, ou seja, muitas situações narradas na história ocorrem diariamente em nossas escolas.
O filme foi dirigido por John G. Avildson, o mesmo de Karate Kid e Rocky, dois grandes sucessos de bilheteria. Morgam Freeman, sempre competente e carismático é o astro do filme, dando veracidade ao personagem. Lean on me é o título original do filme, mas também é o nome de uma música gospel que é cantada em uma das cenas, o que evidencia muito do apelo religioso presente no filme, como se o diretor Clark tivesse sido enviado por Deus para salvar a todos.
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Quem escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas pode me chamar de Sol que eu gosto... Acho até que quando as pessoas me chamam de Soraya é um sinal claro de que estão zangadas comigo, sei lá. Só pessoas afastadas me chamam pelo nome... e chefes... e meus pais.. Tenho 30 anos (não parece, né?), muito apaixonada por tudo o que faço (BIBLIOTECONOMIA! BIBLIOTECONOMIA!)... Amante de livros e sentimentos sinceros.

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