quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Definitivo (Carlos Drummond de Andrade) - Para reflexão.

Fonte de imagem: Arte Blog
​Amigos, ontem passamos por um momento lindo de reflexão aqui no trabalho e foi lido esse texto que tem tudo a ver com o que passei, e tenho certeza de que muitos de vocês também se identificarão.
Peço que o leiam todo, mas leiam mesmo!!!!​
​Deixem a preguiça de lado e vamos pensar um pouco...

BOA LEITURA!
​我爱你​
Definitivo
​​
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos ​ o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado ​ do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter ​ tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que ​ gostaríamos de ter compartilhado, ​e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas ​ as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os ​ momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo ​ confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma ​ pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:
​"​Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional..."
Carlos Drummond de Andrade
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Quem escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas pode me chamar de Sol que eu gosto... Acho até que quando as pessoas me chamam de Soraya é um sinal claro de que estão zangadas comigo, sei lá. Só pessoas afastadas me chamam pelo nome... e chefes... e meus pais.. Tenho 30 anos (não parece, né?), muito apaixonada por tudo o que faço (BIBLIOTECONOMIA! BIBLIOTECONOMIA!)... Amante de livros e sentimentos sinceros.

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