Páginas

Uma carta perdida...

Fonte de imagem: Educ
Oi... 
Em primeiro lugar quero manifestar o grande medo que sinto de que a Soraya risonha e feliz não exista. Talvez nunca tenha existido... Talvez tenha sido apenas alguns momentos meus. O que sinto não tenho coragem de falar, isso é fato. Sempre fui assim... Mas se queres saber, exporei isso da única forma que faço: bem vindo ao meu mundo! 
Hoje à tarde dormi... dormi muito bem por sinal... Mas acordei com um susto: a janela estava aberta. Acontece que a janela sempre está aberta quando durmo a tarde, mas eu não me toquei que estava de tarde e gritei com Ni de uma forma horrorosa... Fechei a janela de um jeito que não sei como não machucou, e gritava que ela ia me pagar, de alguma forma, por ter aberto a janela enquanto eu dormia... Fiquei muito nervosa, com raiva, cheguei a ficar sem ar por isso... Mamãe achou que alguém tava passando mal pela forma que eu gritei e bati nas coisas... 
Foi só quando fui ao banheiro, o único lugar em que fico sozinha na casa, que percebi minhas roupas. Não eram minhas roupas de dormir, eram as roupas que eu usei o dia inteiro... Não era de manhã, não tava amanhecendo... Eu senti... Eu sinto que eu estou ficando louca... 
Passei horas chorando no banheiro, assim como faço agora... Eu não tenho me comportado como uma pessoa normal, eu não faço coisas de gente normal... eu te dou as costas do nada, me aborreço com você por você estar calado... Nunca sei o que quero... 
Às vezes sinto que quando eu pergunto se você tem certeza, ou se você quer terminar, estou me referindo ao fato de que eu sinto que estou ficando louca... Eu não quero isso pra mim... Nem pra você!!!
Volto quando estiver mais calma...
Te amo muito!

Soraya Carvalho
Em: 04/10/09, às 19hs 24 min
Gostou desta postagem? Então clique no botão ao lado para curtr e Twittar!! Aproveite para nos adicionar no Facebook, seguir no Twitter.

Sobre a louca que escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas me chamam de Sol! Tenho 31 anos, estou tentando me reapaixonar por tudo o que escolho... Sou formada em Biblioteconomia, recém-convertida católica (ainda que batizada desde 1995), estou aprendendo a lidar com a ansiedade e tenho pensado em tentar falar sobre a luta e o aprendizado diário... Viver requer paciência, e eu não tenho.