segunda-feira, 10 de junho de 2013

[Reblogagem] Momentos finais: algumas histórias de normalização...

Fonte de imagem: Brasil Blogado
Eu normalizo há 4 anos, mas "normalizar pra fora" eu comecei há 2 anos... E sempre acontecem casos curiosos e alguns que me matam de rir quado passam.
A primeira mono que peguei pra normalizar, eu peguei por insistência de um amigo de jornalismo. Eu tinha muito medo de normalizar e ele queria muito que eu normalizasse a mono dele, daí eu aceitei... (arrependimento... Até hoje ele me joga isso na cara e eu o chamo de meu gigolô, porque ele me indica pra amigos e ainda quer uma porcentagem do que eu ganho com o meu trabalho, abafa!).
Sim, ele insistia pra eu normalizar a mono dele, e eu não querendo, e ele chorando por favores... Acabei aceitando. Ele perguntou quanto eu cobraria e eu perguntei pra todo mundo quanto cobravam, fiz uma pesquisa de mercado, custo e benefício e disse pra ele o valor. Acredita que o cara me fez fazer pra ele por menos da metade do valor que eu tava propondo? Pior, ainda queria que eu desse um desconto de 10 reais para cada novo cliente que me arranjasse.
Pois é, amigos, né?
Depois disso ele já me arranjou uns 5 clientes diretos e 3 indiretos.
Porque normalização é assim. Tu faz pra um, ele vai te indicar pra um amigo e o amigo vai indicar pra outro amigo e o amigo do amigo te indica pra outro amigo...
A maioria dos meus clientes eu conheci só por email e telefone. Você vai entender porque em breve... Mas, na verdade, eu prefiro... Principalmente quando mexe com dinheiro... 
Gente, eu me sinto muito constrangida na hora do pagamento, sempre peço pra eles depositarem! =P
Depois do primeiro cliente, vieram duas.
Uma a gente tratou só por email, foi fácil.
A outra, coitada, tava cheia de problemas com o orientador.
Ele queria que ela defendesse no semestre seguinte, mas ela tava determinada.
Ele devolveu a revisão pra ela no último dia de entrega da mono. E ela fez a maioria e me ligou querendo que eu fosse pra casa dela pra arrumar tudinho até 17hs (eram 11hs).
Falei pra ela que tava no trabalho, ela disse que me buscaria. Falei pra ela que tinha que almoçar, ela disse que eu almoçaria na casa dela. Disse que precisava de meu notebook e ela me fez prometer que 14hs eu ia estar pronta pra ir pra casa dela e normalizava tudo antes das 17hs.
A gente terminou a normalização 17hs em ponto, mas tinha que imprimir... O lugar onde imprimia tava com problemas. Aí, a gente saiu de lá já era mais de 18hs, pegamos todos os engarramentos que vocês podem imaginar... E entregamos a mono dela no meio da reunião de departamento, correndo o risco de não ser aceito.
Foi muito massa esse dia. Foi a primeira cliente que eu conheci de verdade... Porque ela me contou a história dela, da família... A gente partilhou momentos de tensão e alegria... Isso em uma única tarde... Foi muito bom...
Uma pena que amizades de normalização não duram muito... Porque a gente conhece pessoas muito especiais...
Outro caso complicado, foi um cliente que uma amiga minha indicou... Ele me sequestrou!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Sério, eu me senti assim!
Ele me buscou na UFMA e me levou pra casa pra normalizar um artigo em uma tarde também. Desesperado porque era pra entregar no dia seguinte.
Até aí, beleza!
Só que era de Direito e eu  nunca tinha pego um.
Só o fato de que era cheio de legislação já era complicado. Pro dia seguinte, mais complicado. Com o cara do meu lado, mostrando as normas pra ele e ele mostrando livros de direito, teimando comigo que eu fazia errado... Enfim, foi um inferno!
Uma normalização que eu faria em 3 horas, eu fiquei das 14hs até 22hs na casa dele... Trabalhando em cativeiro.
Prometi a minha mãe que nunca mais iria na casa dos clientes e tenho cumprido.
É muito complicado trabalhar com a pessoa do teu lado. Ela te distrai, não entende teu trabalho e quer que tu explique, ou faça diferente...
(Eu estou apenas destacando uns casos... Não vou contar todos, relaxem!).
Minha primeira dissertação!
O cara me enviou dizendo: relaxa, é só pra terça... tu tem 1 semana.
Ok, relaxei... Faço isso em uma tarde... Fui fazendo as monografias que chegavam e eram mais urgentes (porque o pessoal da graduação traz o trabalho num dia a noite e querem pro dia seguinte de manhã)...
Quando foi no domingo o cara ligou cobrando: "e aí, como tá? pode ficar pronto amanhã?".
Eu pirei...
Mas fiz o trabalho em uma tarde... Na noite do dia seguinte, ele já estava com o trabalho em mãos.
E foi muito massa, porque foi um desafio, sabe?
Os dois últimos trabalhos que normalizei também me chamaram atenção...
O primeiro, por a guria ser super legal, sabe... Super atenciosa e grata, mesmo eu não dando todos os milhões de descontos que ela me pediu. rsrsrs
E o segundo por ser exatamente o contrário.
Tipo, ela me pediu um desconto e eu dei de boa (Se fizer as contas, perdi 100 reais com minha bondade)... Só que ela nunca agradeceu nada.
Pediu pra eu revisar a versão final, que me pagaria, eu não cobrei (disse que não cobraria, e cumpri) e de novo... Nem um "Obrigada"...
Já tinha dito pro Nando que achei estranho... Foi minha primeira cliente que não agradeceu.
Aí eu tava com o Nando no telefone agora a pouco, foi isso que me fez fazer esse post!
"Ela te pagou a revisão?"
"Não, eu não cobrei, mas esperava pelo menos um obrigada"
"Ela nem te agradeceu? De novo?" 
"Não, acho que esperava que eu escrevesse no email: Obrigaaaaaaaaaaaada, por ter me permitido normalizar a sua monografia novamente..."
Enfim... Normalizar tem seus altos e baixos... E o que eu mais gosto é ler dedicatórias, agradecimentos e epígrafes...
É muito gostoso ler os agradecimentos que as pessoas fazem... Principalmente quando a gente percebe que é sincero. Há aqueles que escrevem como uma simples formalidade, até copia de outros...
Eu já apareci em 3 agradecimentos... (muito emocionada aqui)... *-*
É gostoso ver um pouco da história das pessoas em um pedacinho minúsculo de uma grande obrigação... Um dia falei pra uma amiga aproveitar os agradecimentos, porque era o único lugar em que ela seria ela mesma no TCC dela... E é!
Já li pessoas agradecendo a Deus, ao gatinho, a Iemanjá... Amigos de bebedeira, colegas de turma, família! E o mais tímido de todos: namorados e cônjuges!
"Obrigada por estar do meu lado nesses momentos difíceis"
"Obrigada por me ajudar nessa pesquisa"
"Obrigada por me apoiar durante todo o processo, dando dicas e compreendo minha ausência e me enchendo de carinho quando dava pra estar junto...".
A pior coisa que tem são as pessoas querendo que a gente agradeça apenas quem "contribuiu diretamente com aquele trabalho", ignorando os 4, 5 anos que passamos no Universidade, ignorando toda uma bagagem de vida que a gente carrega... Nos meus agradecimentos, eu agradeço a galera! Não me prendo... Ali eu sou eu... Eles podem até cortar, mas eu publicarei eles em algum lugar!
Sim, já tenho pronto os agradecimentos de minha monografia que não consigo escrever... ^.^

Original publicado em 15 de julho de 2012
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Quem escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas pode me chamar de Sol que eu gosto... Acho até que quando as pessoas me chamam de Soraya é um sinal claro de que estão zangadas comigo, sei lá. Só pessoas afastadas me chamam pelo nome... e chefes... e meus pais.. Tenho 30 anos (não parece, né?), muito apaixonada por tudo o que faço (BIBLIOTECONOMIA! BIBLIOTECONOMIA!)... Amante de livros e sentimentos sinceros.

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