segunda-feira, 23 de junho de 2014

[Cartas em garrafas] Nada não.

Fonte de imagem: Deusas no divã
São Luís, 4 de junho de 2014

Olá, estranho...

Em primeiro lugar eu queria lamentar ter excluído o seu número do meu celular e não tê-lo guardado na memória... Mas agir por impulso tem sido um defeito com o qual tenho convivido nos últimos 27 anos, não sei controlar isso...
Quero te pedir desculpas também por todas as vezes que eu te ignorei, pelo simples fato de que tenho medo de amar de novo... Estavas certo quando falou que não sou a primeira pessoa no mundo que passou por um sofrimento, uma decepção amorosa... Mas dá uma revolta saber que quando, finalmente, resolvi me lançar e me arriscar, você me virou as costas.
Você acha legal a pessoa te incentivar a voar pra depois te dar um tiro no peito e te jogar ao chão de novo?
Nas últimas 48 horas tenho pensado nisso, tenho tentado, em vão, entender o que se passava na sua cabeça quando me incentivou a viver de novo, a sonhar... E depois fez o que fez.
Compreendo que talvez na primeira investida você só quisesse, sei lá... Nem sei mais o que pensar... 48 horas atrás eu era cheia de certezas que foram-me tiradas com um simples "seria bom que pensasse que isso é um fora".
Eu gostei de viver os últimos 15 dias... Gostei de desejar te encontrar a qualquer momento, esperar que fosse você abrindo a porta da sala, esperar que você viesse falar comigo, porque ainda me sinto insegura demais pra falar com você... E hoje vejo que tinha meus motivos pra temer, né?
Eu não queria entregar meu coração tão fácil como entreguei agora...
Estou levando bronca de todos, porque simplesmente nas últimas 48 horas não tenho pensado em outra coisa, não tenho feito nada além de questionar o que foi que eu fiz. E eu fiz algo?
Honestamente, não vejo nada além de uma boba que saiu por aí distribuindo foras achando que tinha encontrado um novo amor, um homem maduro...
Enfim...
Nada não.

Fica com Deus.

Sua Yaya.
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* Públicado em Cartas em garrafas

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Quem escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas pode me chamar de Sol que eu gosto... Acho até que quando as pessoas me chamam de Soraya é um sinal claro de que estão zangadas comigo, sei lá. Só pessoas afastadas me chamam pelo nome... e chefes... e meus pais.. Tenho 30 anos (não parece, né?), muito apaixonada por tudo o que faço (BIBLIOTECONOMIA! BIBLIOTECONOMIA!)... Amante de livros e sentimentos sinceros.

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