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Eu queria acreditar de novo...

Fonte de imagem: Pensando em retalhos
“Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra.”
(Luís Fernando Veríssimo)
Antigamente eu tinha tanta fé no amor... 
Sinto saudade disso, sabe?
De acreditar que uma pessoa seja capaz de dedicar amor a mim, que uma pessoa possa ser fiel... Ou pelo menos não mentir descaradamente! Ah, Deus, como eu queria conhecer uma pessoa sincera em ações, palavras, pensamentos... EMOÇÕES!
Essa semana eu postei uma coisa que chocou alguns, mas que é a verdade: eu hoje confio muito mais nos cafajestes (ou canalhas... Existe uma diferença) do que naqueles carinhas com pinta de príncipe encantado... Aqueles carinhas que pagam de santo, que se escondem atrás de uma igreja... Eu me sinto mais a vontade com pessoas que não fingem ser o que não são...
Recebi alguns pedidos de namoro essas semanas e recusei todos... Porque são caras que se mostram tão perfeitinhos, que declaram amor, que tentam me agradar de todas as formas... Eles se esforçam tanto pra impressionar que se esquecem que o que impressiona mesmo é a naturalidade, a simplicidade... A ausência de forçação de barra!
Eu queria acreditar no amor como antigamente, queria confiar nas pessoas de forma cega de novo... 
Dia desses fiquei com um cara e fui tão fria com ele... Tão mecânica... Tão despreocupada com os sentimentos dele... Eu hoje sou assim. Quando saio com alguém parece que não tenho vida, não me divirto... Parece que eu tenho medo de demonstrar que eu gosto, sabe? Quando os caras perguntam o que senti, se gostei... Eu fico meio tensa, calculo o que ele quer ouvir e me forço a dizer o que eles não querem ouvir.
É como se eu tivesse a intenção de machucar mesmo.
Eu queria amar de novo, me sentir humana outra vez.
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Sobre a louca que escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas me chamam de Sol! Tenho 31 anos, estou tentando me reapaixonar por tudo o que escolho... Sou formada em Biblioteconomia, recém-convertida católica (ainda que batizada desde 1995), estou aprendendo a lidar com a ansiedade e tenho pensado em tentar falar sobre a luta e o aprendizado diário... Viver requer paciência, e eu não tenho.