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Olhando fotos antigas...

Fonte de imagem: Além da imaginação
Olho fotos antigas e não reconheço aquela pessoa... Não entendo aquele brilho nos olhos, não entendo o sorriso por uma felicidade que nem existia.
Uma vez um amigo falou que não era um casal bonito.
Fiquei com raiva da observação na época... Mas olhando agora fotos soltas no álbum do blog no Google Plus, concordo com ele.
Não era um casal bonito.
Ele nunca sorria nas fotos. E ela forçava a felicidade para dois.
Não era amor...
Não tinha brilho nos olhos.
Não tinha loucura.
Não tinha vontade de ficar junto.
Não havia coisas sem sentido sendo feitas apenas para se olhar.
Não tinha desculpas esfarrapadas só pra dizer "oi, tutubon? Tutubon?".
Não tinha nada disso... E não era amor.
Era seco.
Era sem graça.
Era só sexo.
Sem amor.
E muitos perguntam se eu sinto saudade...
Nenhuma.
Nada.
Nem vontade de ser vista.
Nem vontade de dizer "oi".
Meu desejo não é viver um novo amor.
É viver um primeiro.
E saber que isso está acontecendo.
E lutar por ele.
E vivê-lo sem medo de quebrar a cara depois...
Amar e andar de bicicleta tem dessas coisas...
Sexo, às vezes, é só a muleta de uma relação ruim.
E eu não quero usar muletas.
A gente pensa demais olhando fotos, né?
Apenas uma olhada em algumas fotos e textos antigos e já posso dizer:
  • Não quero um namoro com muitas fotos;
  • não quero declarações públicas;
  • não quero sexo (se ele for apenas muleta);
  • eu quero estar acompanhada nos momentos importantes;
  • eu quero alguém que sorria enquanto estiver comigo;
  • eu quero alguém que olhe nos meus olhos e converse e não que pegue o celular e fique em silêncio como se eu não estivesse lá;
  • eu quero abraços intermináveis;
  • eu quero beijos que acompanhem o tempo de uma música;
  • eu quero declarações ao pé do ouvido... Em redes sociais nada disso vale a pena;
  • eu quero discutir leituras;
  • eu quero alguém que ouça músicas e lembre de mim;
  • eu quero coisas novas pra aprender todos os dias;
  • eu quero companhia nas missas, festejos e turismo nas igrejas de todo o país;
  • eu quero nem que o mundo saiba que estamos juntos... se estivermos, será segredo.
Eu quero coisas tão bestas, simples e possíveis que me irrito só de ver que não tenho.
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Sobre a louca que escreveu:
Soraya Carvalho Meu nome é Soraya, mas me chamam de Sol! Tenho 31 anos, estou tentando me reapaixonar por tudo o que escolho... Sou formada em Biblioteconomia, recém-convertida católica (ainda que batizada desde 1995), estou aprendendo a lidar com a ansiedade e tenho pensado em tentar falar sobre a luta e o aprendizado diário... Viver requer paciência, e eu não tenho.